Grupo extremista Ansar Dine reivindica ataque a soldados da ONU no Mali

Bamako, 19 Mai 2016 (AFP) - O grupo extremista Ansar Dine reivindicou nesta quinta-feira o ataque da véspera no nordeste do Mali, que matou cinco soldados chadianos das Nações Unidas, segundo uma declaração de um de seus líderes à AFP.

"Nós, mujahedines, atacamos em nossa terra do Islã de Adrar des Ifoghas (região do Kidal) militares que trabalham no grupamento internacional contra nós", declarou Nourredine Ag Mohamed, que já tinha reivindicado operações precedentes em nome de Ansar Dine.

A Missão das Nações Unidas (Minusma) tinha informado mais cedo que os cinco chadianos das tropas de paz da ONU no Mali e outros três tinham sido gravemente feridos na véspera na emboscada em Kidal.

"Ontem, por volta das 17h00 (14h00 de Brasília), cinco soldados da paz da Minusma foram mortos e três ficaram gravemente feridos em uma emboscada ao norte de Aguel'hoc", indicou um comunicado da missão da ONU, afirmando que eles pertenciam ao contingente chadiano.

"O ataque ocorreu quando os soldados escoltavam um comboio logístico. Depois de colidir com um dispositivo explosivo, o comboio foi alvo de tiros", explicou o comunicado, que se refere a "um número indeterminado de atacantes" não identificados.

O chefe interino da Minusma, Koen Davidse, informou que após o ataque três suspeitos foram capturados e seriam levados às autoridades competentes. Ele condenou "nos termos mais fortes este ataque desprezível contra as forças de manutenção da paz no Mali".

Davidse, citado no comunicado, reiterou "o compromisso da Minusma ao lado dos malinenses para estabilizar o país e para a implementação do acordo de paz e reconciliação", assinado em maio-junho de 2015.

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