Hezbollah amplia presença na Síria

Beirute, 20 Mai 2016 (AFP) - O chefe do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, anunciou nesta sexta-feira, em Beirute, que o movimento xiita reforçará sua presença na Síria, onde é aliado do governo de Bashar al-Assad.

"O sangue (do chefe militar do Hezbollah Mustafa Badreddine) vai nos estimular a crescer e a reforçar nossa presença na Síria", afirmou, referindo-se a esse comandante do Hezbollah morto perto de Damasco, na semana passada, em um bombardeio.

"Permaneceremos na Síria e vamos, inclusive, enviar um número maior dos nossos comandantes. Estaremos presentes de diferentes formas e vamos continuar essa batalha. Estamos totalmente seguros de que vamos rumo à vitória", declarou, diante de algumas milhares de pessoas.

Segundo estimativas de analistas, o Hezbollah teria perdido mais de mil de seus homens desde seu envolvimento oficial na Síria, em 2013.

Acusando-os de serem responsáveis pela morte de Badreddine, Hassan Nasrallah lançou: "nossa revanche consistirá em infligir uma derrota total aos grupos terroristas, takfiris (extremistas sunitas) e criminosos".

Inimigo ferrenho do Estado hebreu, ele isentou Israel da morte do líder militar.

"A agressão israelense era uma das hipóteses (...) mas, depois de uma investigação minuciosa dos movimentos militares de Israel e, no local onde (Badreddine) foi morto, não temos qualquer prova, ou indício, acusando os israelenses", descartou.

"Os indícios de que dispomos nos levam para os grupos takfiris", acrescentou.

No início de seu discurso, ele prestou uma homenagem a Badredddine, "que foi um dos primeiros homens a se unir à resistência [ao Hezbollah] desde seu início". O movimento surgiu no outono de 1982 sob impulso dos Guardiães da Revolução iranianos no Líbano.

Depois de ocupar diferentes funções, ele foi encarregado, entre 1995 e 1999, "da responsabilidade militar central do Hezbollah", relatou.

"Quando o Hezbollah decidiu entrar na Síria, confiou-lhe a tarefa de dirigir suas unidades militares e de segurança, operando nesse país", completou Hassan Nasrallah.

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