Líder religioso saudita condena uso político da peregrinação a Meca

Riad, Arábia Saudita, 20 Mai 2016 (AFP) - Um líder religioso saudita, xeque Saleh ben Abdallah ben Hamid, alertou, nesta sexta-feira, contra aqueles que querem explorar a peregrinação a Meca para fins "políticos" em aparente - porém indireta - referência ao Irã, grande oponente regional do reino.

Segundo declarações publicadas pela agência de notícias saudita SPA, Ben Hamid acusou "agressores" de tentarem explorar a peregrinação para desviar a atenção do "sofrimento" em seu próprio país.

"Eles querem tirar um lucro político (...) da reunião de muçulmanos e dos lugares santos para causar danos e para provocar o caos", declarou o imã, em seu sermão semanal na Grande Mesquita de Meca.

"Isso leva a divisões e semeia a discórdia", acrescentou o xeque Saleh ben Abdallah ben Hamid, descrito em sua página na web como conselheiro da Corte Real saudita.

"Quando os muçulmanos vão a esse país como peregrinos, eles (...) reconhecem que as terras santas não são lugares para acertar suas contas", continuou.

O Irã xiita e a Arábia Saudita sunita romperam relação diplomáticas em 3 de janeiro passado. Ambos os países tiveram uma crise em setembro de 2015, devido a uma "avalanche humana" durante a peregrinação a Meca que deixou quase 2.300 mortos, entre eles mais de 450 iranianos. Na época, Teerã denunciou a "incompetência" de Riad.

Negociações foram realizadas em abril na Arábia Saudita entre iranianos e sauditas para estabelecer as condições da organização da peregrinação, sem sucesso.

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