Governo responsabiliza ELN por desaparecimento de jornalistas na Colômbia

Bogotá, 26 Mai 2016 (AFP) - A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) é "responsável" pelo desaparecimento dos jornalistas Diego D'Pablos, Carlos Melo e Salud Hernández, que tiveram o rastro perdido nos últimos dias na região de Catatumbo, nordeste da Colômbia, declarou o governo nesta quinta-feira.

"Com base na informação de inteligência recolhida até o momento, até algumas horas atrás, confirma-se com certeza que o Exército de Libertação Nacional (ELN) é o encarregado deste desaparecimento dos três profissionais", declarou a jornalistas o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas.

Mais cedo, o governo colombiano tinha pedido ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) que colabore nos trabalhos para localizar os três jornalistas desaparecidos.

"Confirmamos a solicitação que recebemos ontem (quarta-feira) de parte do ministério da Defesa e nossa disposição para participar em qualquer operação humanitária necessária para localizar os jornalistas", disse à AFP Édgar Alfonso, porta-voz do CICV na Colômbia.

O repórter Diego D'Pablos e o cinegrafista Carlos Melo, da rede local RCN, foram supostamente retidos na segunda-feira por agentes armados não identificados no município de El Tarra, quando cobriam a notícia do desaparecimento da jornalista espanhola Salud Hernández, ocorrido no sábado, na mesma região.

O presidente Juan Manuel Santos disse ter informações de que Hernández, colaboradora do jornal espanhol El Mundo e colunista do colombiano El Tiempo, estava com a guerrilha do ELN "por sua própria vontade", realizando um trabalho jornalístico.

O ELN, que tem forte presença nesta região junto com outras guerrilhas e grupos criminosos, anunciou no fim de março o próximo lançamento de uma fase pública de diálogos de paz com o governo, mas este processo foi contido pela negativa da guerrilha a renunciar aos sequestros.

A Colômbia vive um conflito armado de mais de meio século, que envolve guerrilhas, grupos de narcotraficantes e forças do Estado, que soma 260.000 mortos, 45.000 desaparecidos e 6,8 milhões de deslocados.

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