Atirador da UCLA tinha 'lista para matar'

Los Angeles, 3 Jun 2016 (AFP) - O ex-aluno Mainak Sarkar, de 38, que matou um professor e depois se suicidou na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) tinha redigido uma "lista de pessoas a matar", na qual aparecia o nome de sua mulher, encontrada morta em casa em Minnesota - revelou a Polícia nesta quinta-feira.

Jornais de Minnesota publicaram que Sarkar matou a esposa, Ashley Hasti, antes de atravessar 3.200 km de carro até Los Angeles, para assassinar seu ex-professor William Klug.

Funcionários do condado de Hennepin, em Minnesota, disseram que Ashley e Sarkar se casaram em 14 de junho de 2011. Não está claro se eles continuavam casados.

Sarkar entrou em um pequeno escritório da Faculdade de Engenharia da UCLA na manhã de quarta-feira (1º) e matou William Klug, de 39, professor de Engenharia Mecânica e Aeroespacial, antes de se suicidar, informaram as autoridades.

A Polícia encontrou uma carta na mochila de Sarkar, na qual pedia que alguém tomasse conta de seu gato. Isso foi o que levou os oficiais até a casa do atirador em Minnesota (norte dos EUA), onde foi achada uma "lista para matar", contou o chefe da Polícia de Los Angeles (LAPD), Charlie Beck.

Segundo a Polícia, havia na lista o nome de Klug e de outro professor da UCLA, que não ficou ferido. A porta-voz da Polícia Jane Kim disse que, na lista, também aparecia o nome de uma mulher, já identificada como Ashley.

Os policiais foram, então, até sua casa, em uma pequena cidade de Minnesota, no norte dos Estados Unidos, onde ela foi encontrada morta com um tiro.

"Evidentemente, com o arsenal que tinha à sua disposição, estava preparado para fazer muitas vítimas", estimou Beck, afirmando que o segundo professor que aparecia na lista não se encontrava na universidade no dia do ataque.

VigíliaO tiroteio provocou o fechamento total da universidade e uma mobilização maciça das forças de segurança no campus da UCLA, diante do medo de que houvesse mais vítimas.

Nesta quinta-feira, a universidade voltou a abrir as portas e realizará mais tarde uma vigília em memória de Klug.

O jornal Los Angeles Times reportou que Sarkar acreditava que Klug tivesse roubado a senha de seu computador e a tivesse dado para outra pessoa.

"Parece que esse foi o seu motivo", afirmou Beck.

"Conversamos com a UCLA", que assegura "não ter nada de verdade" nesse argumento. "É fruto de sua imaginação", concluiu o chefe de Polícia.

O jornal citou uma fonte, segundo a qual as alegações de Sarkar contra Klug eram "absolutamente falsas", e noticiou que este último era pai de duas crianças e uma boa pessoa.

A fonte acrescentou que Klug ajudou Sarkar em 2013 a terminar sua monografia de graduação, apesar de seu trabalho ser regular. Aparentemente, porém, o atirador desenvolveu um ressentimento contra seu antigo mentor e, em 10 de março, criticou-o fortemente em uma mensagem publicada em um blog.

"É uma pessoa muito doente. Aconselho a todos os novos estudantes a se manterem distantes desse cara", escreveu na mensagem divulgada por meios de comunicação e apagada em seguida.

O segundo professor que aparecia na "lista para matar" disse aos investigadores que estava ciente do ressentimento de Sarkar com Klug, mas jamais pensou que "isso chegaria até um homicídio".

Segundo seu perfil na rede social LinkedIn, Sarkar fez Mestrado na Universidade de Stanford, na Califórnia, após ter estudado Engenharia Aeroespacial no Indian Institute of Technology, em Kharagpur, na Índia, onde se formou em 2000.

Em seguida, ele teria trabalhado como pesquisador assistente na Universidade do Texas, em 2003, antes de conseguir um emprego como desenvolvedor de software.

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