França e Grã-Bretanha pressionam ONU por lançamento de ajuda na Síria

Beirute, 3 Jun 2016 (AFP) - França e Grã-Bretanha pressionavam nesta quinta-feira a ONU para que envie ajuda por via aérea às localidades cercadas na Síria, em especial à cidade rebelde de Daraya, onde um comboio humanitário pôde entrar pela primeira vez desde 2012, embora sem comida.

O enviado especial adjunto da ONU para a Síria, Ramzy Ezzeldin Ramzy, já anunciou nesta quinta-feira que o lançamento de ajuda não é iminente.

"Enquanto o Programa Mundial de Alimentos não tiver terminado seu planejamento, acredito que não haverá ajuda iminente, no entanto o processo que dará lugar aos lançamentos já começou", declarou Ramzy aos meios de comunicação.

Na guerra contra o grupo Estado Islâmico (EI), as forças árabe-curdas abriram um novo front no norte do país, e nesta quinta-feira estavam a 10 km da cidade de Minbej, principal via de abastecimento da Turquia a Raqa, a proclamada "capital" do califado na Síria.

Ao mesmo tempo, aviões da coalizão liderada pelos Estados Unidos jogaram munição para os rebeldes que combatem o EI ao norte de Aleppo, na região de Marea, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos e um oficial americano.

No Iraque, as forças governamentais e seus aliados seguiam combatendo centenas de extremistas que resistem em Fallujah, reduto do EI a 50 km de Bagdá e principal alvo da ofensiva lançada em 23 de maio.

Na ONU, o Conselho de Segurança se reunirá de urgência na sexta-feira para decidir se envia ajuda via aérea às cidades cercadas. No mês passado, os 20 países do Grupo Internacional de Apoio à Síria (GISS) fixaram o dia 1º de junho como data limite para que os comboios pudessem ter acesso às cidades cercadas e, se não fosse o caso, a ONU realizaria o lançamento de ajuda pelo ar.

Na quarta-feira, após a entrada em vigor de uma trégua de 48 horas em Daraya por iniciativa russa, o regime sírio autorizou pela primeira vez desde 2012 o acesso de ajudas a esta cidade, situada a 10 km de Damasco.

Mas esta ajuda não incluía alimentos, para desespero dos habitantes desta localidade, uma das primeiras a se levantar contra o regime em 2011 e 90% destruída.

O regime tenta há quatro anos recuperar Daraya, cidade estratégica situada a apenas 15 minutos de carro do centro de Damasco e sobretudo muito próxima à base aérea de Mazze.

Vinte e três civis mortos em Aleppo; atentado em LatakiaPelo menos 23 civis, entre eles seis crianças, morreram nesta quinta-feira em bombardeios das forças do regime sírio contra zonas controladas pelos rebeldes na cidade de Aleppo, no norte da Síria, informou a Defesa Civil.

Um atentado a bomba também sacudiu nesta quinta-feira a cidade de Latakia, reduto do regime de Bashar al Assad, deixando dois mortos perto de uma mesquita, no noroeste da Síria, segundo a agência síria Sana.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou, por sua vez, sobre três mortos no ataque suicida.

Na Síria, onde a guerra já deixou mais de 280 mil mortos em cinco anos, as forças que combatem o grupo EI concentravam suas operações na província setentrional de Aleppo, onde querem recuperar Minbej, 40 km ao sul da fronteira com a Turquia, para tentar pressionar um pouco mais os extremistas.

As Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos e apoiadas por via aérea pela coalizão internacional liderda pelos Estados Unidos, "já reconquistaram umas vinte cidades e estão a 10 km de Minbej", afirmou à AFP Rami Abdel Rahmane, diretor do OSDH.

As autoridades alemãs anunciaram nesta quinta-feira terem frustrado um plano de atentado do EI e detido três sírios. Seu plano era se fazer explodir no centro histórico de Duesseldorf (oeste).

Todos chegaram separadamente à Europa através da Grécia em março e julho de 2015.

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