Lançamento de ajuda por via aérea na Síria não é iminente, diz ONU

Genebra, 2 Jun 2016 (AFP) - O lançamento de ajuda por via aérea às localidades cercadas na Síria não é iminente, declarou nesta quinta-feira o enviado especial adjunto da ONU para a Síria, Ramzy Ezzeldin Ramzy.

"Enquanto o Programa Mundial de Alimentos não terminar seu planejamento, acredito que não haverá ajuda iminente, no entanto o processo que dará lugar aos lançamentos já começou", declarou Ramzy aos meios de comunicação, enquanto Londres e Paris pressionam a ONU para que realize uma intervenção urgente.

No mês passado, os 20 países do Grupo Internacional de Apoio à Síria (GISS) estabeleceram o dia 1º de junho como data limite para que os comboios tivessem condições de acessar as cidades cercadas. Se não fosse possível, a ONU deveria lançara a ajuda por via aérea.

O Programa Mundial de Alimentos "está finalizando seu planejamento", disse Ramzy.

Estas operações devem acontecer com aviões a altitude muito elevada, como já acontece em Deir Ezzor, cidade da região leste da Síria controlada pelo grupo extremista Estado Islâmico, ou com helicópteros nas zonas urbanas muito populosas, explicou Ramzy.

Para estes dispositivos, que implicam o uso de vias aéreas utilizadas por aviões comerciais, a ONU precisa da autorização do governo sírio.

Desde o início da revolta contra o regime de Damasco, em março de 2011, a guerra deixou mais de 280.000 mortos e milhões de deslocados.

Nesta quinta-feira, o grupo de trabalho sobre o acesso humanitário, que reúne os membros do GISS, decidiu acrescentar Al-Waer, bairro rebelde da cidade de Homs, a sua lista de zonas cercadas na Síria.

No total, a ONU calcula que 592.700 pessoas vivem em 19 zonas ou localidades cercadas.

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