Peru: pesquisas mostram Fujimori e Kuczynski empatados na disputa pela Presidência

Lima, 5 Jun 2016 (AFP) - A populista de direita Keiko Fujimori e o representante da centro-direita Pedro Pablo Kuczynski chegam empatados ao segundo turno das eleições presidenciais peruanas, este domingo, com uma tendência de vantagem para o candidato, segundo duas pesquisas divulgadas neste sábado.

De acordo com uma simulação de voto realizada na véspera do pleito pela empresa Ipsos, Kuczynski alcançou 50,4% dos votos válidos contra 49,6% para Fujimori. Há uma semana, era Fujimori que liderava todas as pesquisas.

A cifra evidencia um empate técnico, pois a margem de erro é de 1,8 ponto percentual. Foram entrevistados em todo o país 7.260 eleitores.

"A brecha pode aumentar amanhã se continuar a tendência de crescimento de Kuczynski ou se reverter, se o ativismo da militância da Fuerza Popular (partido de Fujimori) conseguir aumentar a participação eleitoral e a participação ao seu favor no interior do país", disse Alfredo Torres, presidente-executivo da Ipsos Peru.

Já a simulação de votação da empresa Gfk, atribui a Kuczynski 51,1% dos votos contra 48,9% para Fujimori. A margem de erro é de 1,6 ponto percentual, em uma pesquisa realizada com 11.000 entrevistados, e que também configura empate técnico.

"Nada é definitivo. Só é possível antecipar que o virtual empate de hoje (sábado) antecipa um resultado apertado amanhã" (domingo), explicou Torres, da Ipsos.

Keiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por crimes de corrupção e contra a humanidade, e conta com um sólido apoio das classes populares. Ela aparecia como a favorita nas últimas semanas.

Sua candidatura foi afetada recentemente por denúncias de suposta lavagem de dinheiro e narcotráfico em seu círculo mais próximo.

Kuczynski, por sua vez, é vinculado a grandes empresas, embora tenha capitalizado nos últimos dias o voto antifujimorista e recebido o apoio da maioria dos candidatos derrotados no primeiro turno - especialmente da esquerda -, que consideram o retorno do fujimorismo prejudicial para o país.

Vinte e três milhões de peruanos estão habilitados a eleger no domingo quem governará o país no período 2016-2021. O voto é obrigatório no país.

Os primeiros resultados oficiais serão conhecidos na noite de domingo.

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