Hillary contém emoção ante expectativa de vitória em prévia na Califórnia

Los Angeles, 7 Jun 2016 (AFP) - A favorita à indicação democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, conteve a emoção nesta segunda-feira, na véspera de sua aguardada vitória na longa disputa interna pela nomeação do partido à Casa Branca, mas Bernie Sanders espera azedar a festa com uma última vitória na Califórnia.

A ex-primeira-dama, de 68 anos, deverá obter nesta terça o número suficiente de delegados nas primárias que serão celebradas em seis estados, inclusive Nova Jersey e Califórnia, para se tornar a primeira mulher nomeada para a eleição presidencial por um dos dois grandes partidos americanos.

Do campo adversário, há um mês seu adversário republicano a aguarda: Donald Trump.

Impulsionada pelas vitórias no fim de semana nas Ilhas Virgens e em Porto Rico, Hillary precisa de apenas 19 a 29 delegados (segundo estimativas de NBC e CNN) para chegar à meta de 2.383 necessária que lhe garantiriam a nomeação. Sanders está em desvantagem de 800 delegados.

Mas a ex-secretária de Estado expressou seu último resquício de precaução, dizendo a jornalistas em Compton, perto de Los Angeles, que a corrida "não acaba até que termine".

Em sua segunda tentativa de chegar à Casa Branca, depois de perder a indicação democrata para o então jovem senador por Chicago Barack Obama, em 2008, Hillary não deixa de reafirmar o caráter histórico de sua candidatura.

"Meus seguidores são apaixonados", disse ela nesta segunda-feira, principalmente porque "acreditam que ter uma mulher como presidente enviará uma mensagem forte, uma mensagem histórica sobre o tipo de país que somos e no qual acreditamos".

"É muito emocionante", completou.

'Melhor candidato' versus TrumpMais tarde, diante de seguidores em um comício em espanhol e em inglês na cidade predominantemente latina de Lynwood, a ex-secretária disse que "se sentirá profundamente honrada e surpreendida", se a terça-feira se tornar o "dia de Hillary".

Mas o senador por Vermont contesta essa vitória anunciada e afirma que tenta mudar as lealdades dos superdelegados, figuras ilustres do Partido Democrata. Essas personalidades são livres para decidir seu voto durante a Convenção Nacional do Partido, em julho, na Filadélfia. Mais de 500 dos 700 superdelegados apoiam Hillary.

Sanders continua criticando duramente a adversária e fazendo campanha na Califórnia, onde pesquisas de opinião apontam uma votação apertada. Vencer nesse estado, que distribui o maior número de delegados da disputa interna, poderia justificar sua permanência até a última primária, na próxima semana, em Washington, ou inclusive até a convenção.

"Nossa meta é obter a maior quantidade de delegados que pudermos para convencer os superdelegados que (...) eu sou o melhor candidato" para vencer Trump, disse Sanders durante coletiva de imprensa em Emeryville.

'Apostas muito altas' Independentemente do que acontecer na Califórnia, Hillary espera declarar vitória nesta terça, provavelmente a partir do fechamento das urnas em Nova Jersey, na costa leste, onde seria suficiente um quarto dos votos.

A aspirante dará um discurso à noite em seu reduto eleitoral, Nova York, onde foi senadora.

"Amanhã, faz exatamente oito anos desde que me retirei e me uni ao então senador Obama. Penso que foi uma boa decisão", avaliou, nesta segunda, destacando que se aproximará de Sanders.

"Espero que me acompanhe nisso. Devemos estar unidos rumo à convenção para atacar Donald Trump e repudiar seu tipo de campanha", acrescentou.

"As apostas são muito altas", disse.

O Partido Democrata está longe de exibir uma imagem unificada. Sanders multiplica seus desafios, exortando seus simpatizantes a não se mobilizar.

Ainda assim, Hillary conta com uma força unificadora excepcional: Trump. A ex-primeira-dama tem afiado seus ataques, usando um discurso sobre política externa na semana passada para rotular o empresário de inepto para liderar a primeira potência mundial.

Trump, que provocou uma nova tempestade política, inclusive dentro do Partido Republicano, ao criticar um juiz federal por suas origens mexicanas, respondeu aos ataques neste domingo.

"Hillary Clinton não é apta para ser presidente. Toma decisões ruins, tem pouca capacidade de liderança e um histórico destrutivo", escreveu no Twitter.

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