Terremoto no Equador afetou 30.600 casas, escolas e centros médicos

Em Quito (Equador)

  • Rodrigo Buendia/AFP

    18.abr.2016 - Destroços de imóveis destruídos pelo terremoto de magnitude 7,8 ficam espalhados pelas ruas de Pedernales, no Equador, dois dias após o tremor

    18.abr.2016 - Destroços de imóveis destruídos pelo terremoto de magnitude 7,8 ficam espalhados pelas ruas de Pedernales, no Equador, dois dias após o tremor

Cerca de 30.600 casas, escolas e centros médicos foram afetados pelo terremoto de magnitude 7,8 que devastou povoados costeiros do Equador em 16 de abril, informou nesta segunda-feira (6) a secretária de Planejamento e Desenvolvimento, Sandra Naranjo.

A secretária disse que as autoridades contabilizaram cerca de 29 mil casas que desabaram ou que correm o risco de desabar em áreas urbanas e rurais.

Ela acrescentou que 875 escolas e 51 centros médicos também sofreram danos, bem como cerca de 83 km de estradas.

Também sofreram danos o aeroporto e o porto de Manta, a sudoeste e principal ponto de pesca do país, segundo declarações de Naranjo ao canal Gama.

Na quarta-feira, Quito anunciou que vai precisar de US$ 3,3 bilhões para reconstruir os estragos provocados pelo terremoto, o que causará uma diminuição de 0,7 ponto percentual do PIB em 2016, o equivalente a cerca de US$ 465 milhões.

Naranjo explicou que o Estado vai cobrir US$ 2,2 bilhões (67%) com recursos de uma lei recente, que aplica medidas temporárias tais como o aumento de 12% para 14% do IVA (US$ 1 bilhão), empréstimos do BID, Banco Mundial e CAF (US$ 660 milhões) e um crédito do FMI (de US$ 400 milhões a confirmar).

O Equador, que havia sido atingido pela queda nos preços do petróleo, seu principal produto de exportação, e a valorização do dólar, estimava um crescimento de 1% do PIB este ano, antes do terremoto.

O terremoto devastou aldeias costeiras e deixou 673 mortos, 9 desaparecidos, 6.274 feridos, 28.775 pessoas em abrigos e destruiu 6.998 edifícios, de acordo com o presidente Rafael Correa.

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