Hillary busca vitória eleitoral para proclamar candidatura nos EUA

Washington, 7 Jun 2016 (AFP) - Hillary Clinton, virtual candidata democrata às presidenciais americanas, busca desferir nesta terça-feira o golpe final ao seu rival Bernie Sanders em eleições primárias de seis estados, enquanto cresce a necessidade de unir as fileiras partidárias para enfrentar o republicano Donald Trump.

Os primeiros centros de votação a abrir suas portas foram os de Nova Jersey, às 6h00 locais (7h00 de Brasília), quatro horas antes do início da votação na Califórnia, o estado mais populoso do país.

Hillary superou na segunda-feira a barreira de delegados necessários para obter a candidatura democrata à Casa Branca, e em um fato sem precedentes em dois séculos de história dos Estados Unidos uma mulher disputará as eleições pela presidência com o apoio de um dos dois grandes partidos.

A ex-secretária de Estado, de 68 anos, alcançou o número mágico de 2.383 delegados necessários para a candidatura, incluindo os delegados obtidos nas primárias e os superdelegados, funcionários eleitos e outras figuras do partido que são livres para decidir seu voto durante a convenção, segundo meios de comunicação locais.

As redes NBC, ABC e CBS declararam Hillary vencedora das primárias, mas a investidura não será oficial até a votação durante a convenção democrata, de 25 a 28 de junho, na Filadélfia.

A ex-primeira-dama obteve importantes apoios no domingo, quando venceu nos territórios das Ilhas Virgens e Porto Rico, e sua conta de delegados subiu a 2.373, segundo a CNN. Superdelegados que declararam pela primeira vez seu apoio à ex-primeira-dama teriam dado o empurrão definitivo a sua indicação, indicaram os meios de comunicação.

Mas a candidata não cantou vitória, temendo uma desmobilização de seus seguidores nas seis primárias desta terça-feira: Nova Jersey, Novo México, Montana, Dakota do Norte e do Sul, e Califórnia, o estado mais populoso do país e onde Sanders espera garantir uma vitória simbólica.

Hillary disse a seguidores em Long Beach, perto de Los Angeles, que "segundo as notícias, estamos próximos de um momento histórico, sem precedentes".

"Mas temos trabalho a fazer, verdade? Temos seis eleições amanhã (terça-feira) e vamos lutar duro por cada voto, especialmente aqui na Califórnia", acrescentou.

Clinton fez um grande esforço de 48 horas na Califórnia com o objetivo de encerrar com chave de ouro as primárias e enterrar qualquer argumento de Sanders de seguir na disputa, como o senador por Vermont prometeu fazer até a convenção democrata.

Sanders resisteCom as possibilidades matemáticas de obter a indicação reduzidas a zero, Sanders, o septuagenário "democrata socialista" que contra todas as previsões construiu uma conexão emocional com os jovens e a classe trabalhadora, não joga a toalha.

O senador está atrás de Hillary, a 800 delegados de distância, e também perde a votação popular por mais de três milhões de votos, segundo o site RealClearPolitics.com.

Mas a campanha de Sanders considerou a vitória de Hillary anunciada pelos meios de comunicação como uma "conclusão apressada".

A conduta de Sanders está no centro da preocupação do partido, à medida que se aproxima uma forte competição com Trump.

O presidente Barack Obama se aproximou na segunda-feira da possibilidade de dar um apoio formal a Hillary - sua secretária de Estado durante seu primeiro mandato -, ao sugerir que as próximas 48 horas serão cruciais.

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