Jornalistas argentinos protestam contra demissões e por melhores salários

Buenos Aires, 8 Jun 2016 (AFP) - Cerca de 3.000 trabalhadores da imprensa na Argentina protestaram nesta quarta-feira para reclamar contra as demissões, a precarização da atividade jornalística e por melhores salários em um momento de protestos sindicais sobre os aumentos de tarifas dos serviços básicos e o aumento da inflação.

Um dia depois que a Argentina comemorou o Dia do Jornalista, diversas redações ficaram quase vazias devido a participação de seus trabalhadores em uma marcha no centro de Buenos Aires.

No protesto, denunciaram a demissão de 2.500 trabalhadores de meios de comunicação públicos e privados nos últimos seis meses em todo o país, entre eles mil na capital, segundo um levantamento do Sindicato de Imprensa de Buenos Aires (SIPREBA).

"No último semestre, a precarização endêmica da atividade jornalística se agravou com a perda de mais de 2.000 postos de trabalho, entre públicos e privados, em um contexto nacional de quase 200.000 demissões em todas as atividades", denunciou o coletivo de jornalistas.

O sindicato afirmou que existem "salários mais baixos que o valor da cesta básica", que a consultora privada FIEL marcou em abril em 10.000 pesos (US$ 714) na cidade de Buenos Aires. Na Argentina, o salário mínimo é em torno de 450 dólares.

O protesto foi mais um que se vê todos os dias pelo país devido ao aumento das tarifas de água, luz e gás usuários residenciais, das pequenas e médias empresas (Pymes) e dos sindicatos de professores, de saúde e dos metalúrgicos, entre outros.

O presidente Mauricio Macri que começou em dezembro sua gestão com a promessa de reordenar as contas públicas em uma economia fraca e de baixar a inflação, não conseguiu até o momento controlar o aumento do custo de vida, que nos primeiros seis meses de seu governo ficou em 25% e se aproxima de 40% anual.

Nesse contexto, os trabalhadores da imprensa expressaram seu descontentamento com o selo de uma negociação coletiva - que na Argentina ajusta os salários anualmente por lei entre os sindicatos e os empregadores - em um máximo de 27%, dividido até janeiro de 2017.

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