Membro da OSCE desaparecido no leste rebelde da Ucrânia retorna para base

Kiev, 8 Jun 2016 (AFP) - Um membro de uma equipe da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) que havia desaparecido na região de Lugansk, no leste da Ucrânia, reduto dos rebeldes pró-russos, foi "levado de volta" na tarde desta quarta-feira para a base da organização em Donetsk.

"O membro da equipe da missão de observação que havia desaparecido em 7 de junho foi levado de volta hoje para a missão de Donetsk", anunciou a organização sem mais detalhes.

Pouco antes, a missão da OSCE indicou no Facebook que "um dos membros de nossa equipe local na região de Lugansk não voltou de férias em 7 de junho, como estava previsto. A polícia está ciente, pode estar detido em Donetsk".

"Estamos em contato com as pessoas necessárias para resolver este problema. Pedimos a sua libertação imediata e incondicional", acrescentou.

De acordo com uma fonte próxima ao caso consultada pela AFP, o desaparecido era um dos motoristas da missão da OSCE na região de Lugansk.

Os rebeldes pró-russos não comentaram até o momento a informação.

"Não é verdade. Nós não prendemos ninguém. Não detemos membros da OSCE", declarou, por sua vez, à AFP Daria Morozova, principal responsável dos Direitos Humanos da autoproclamada República Popular de Donetsk (DNR).

Em abril, um serviço da ONU em Kiev anunciou que um de seus assessores havia sido preso e estava sendo mantido em cativeiro em Donetsk. Posteriormente, as autoridades rebeldes da DNR confirmaram a prisão e justificaram a ação pela suspeita de que o homem era um agente dos serviços de segurança ucranianos (SBU) e por ter sido, "no passado, um dos comandantes da unidade Alfa", as forças especiais do SBU que operam na zona de conflito.

Este colaborador ainda não foi libertado.

Em 2014, várias equipes de observadores da OSCE foram mantidas em detenção durante vários dias pelos rebeldes pró-russos.

Violações de tréguaO conflito entre os separatistas e o exército ucraniano no leste da Ucrânia deixou mais de 9.300 mortos em dois anos. Kiev e os países ocidentais acusam a Rússia de apoiar os rebeldes militarmente, algo que Moscou nega.

As negociações de paz entre Kiev e os separatistas estão num impasse há vários meses.

"A situação em Dombas (nome da região leste da Ucrânia) tem piorado", declarou nesta quarta-feira Alexander Hug, vice-chefe da missão da OSCE na Ucrânia.

"Na semana passada, a missão registou um aumento de 10% das violações do cessar-fogo em comparação com a semana anterior", acrescentou durante uma coletiva de imprensa.

Hug disse que a maioria das violações da trégua foram registradas perto das ruínas do aeroporto de Donetsk, controlado pelos rebeldes, e nas cidades vizinhas.

Além disso, o vice-diretor da missão denunciou o fato de que nenhuma das duas partes respeitam os acordos de paz de Minsk, assinados em fevereiro de 2015, principalmente quanto às disposições relacionadas à retirada das armas pesadas ao longo da linha de frente.

Nesta quarta-feira, o porta-voz militar ucraniano Andrei Lysenko anunciou que sete soldados ficaram feridos nas últimas 24 horas na zona de conflito.

Um alto funcionário da DNR, Eduard Bassurine, relatou por sua vez um morto entre os combatentes rebeldes, de acordo com a agência de notícias dos separatistas.

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