Quinze mortos em bombardeios do regime contra a cidade síria de Aleppo

Beirute, 8 Jun 2016 (AFP) - Ao menos 15 civis, incluindo duas crianças, morreram e dezenas ficaram feridos nesta quarta-feira em novos ataques do regime sírio contra bairros rebeldes na cidade de Aleppo, ao mesmo tempo que os insurgentes conseguiram reabrir uma rota vital para seu abastecimento nesta província do norte do país.

Fontes dos serviços de resgate citaram 20 mortes.

O bairro de Shaar foi alvo de barris de explosivos lançados a partir de aviões. Dois deles caíram em uma estrada, a 15 metros do hospital Al-Bayan, cuja fachada sofreu danos, segundo um correspondente da AFP.

A ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) teme o aumento do número de vítimas nas próximas horas.

De acordo com a ONG, das 15 vítimas fatais, 10 morreram na queda do barril de explosivos perto do hospital de Shaar.

A ONU e as organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram em várias oportunidades o uso de barris de explosivos, uma arma que mata indiscriminadamente.

A cidade de Aleppo está dividida desde 2012: os bairros do leste sob controle dos rebeldes e os bairros da zona oeste nas mãos do regime.

As zonas rebeldes, onde vivem quase 200.000 pessoas, estão cercadas.

Ao mesmo tempo, os rebeldes conseguiram nesta quarta-feira reabrir uma rota chave para seu abastecimento na província de Aleppo, depois de uma ofensiva contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) expulsos de duas cidades, segundo uma ONG.

No dia 27 de maio, os jihadistas lançaram um ataque contra as regiões controladas pelos insurgentes no norte da província de Aleppo e retomaram vários povoados situados entre os redutos rebeldes de Marea e Azaz, o que lhes permitiu bloquear esta rota de abastecimento que leva até a fronteira turca.

Depois de fracassar em várias ocasiões em suas tentativas de expulsar os jihadistas, as facções rebeldes lançaram dois ataques simultâneos a partir de Marea e Azaz e conseguiram expulsar o EI dos povoados de Kafer Kalbine e Kaljebrine, indicou o OSDH.

Mas, segundo o diretor da ONG, Rami Abdel Rahmane, "os jihadistas não opuseram uma forte resistência e finalmente se retiraram (dos povoados), já que enfrentam outras muitas batalhas no norte da Síria".

Marea e Azaz, situadas 20 km mais ao nordeste, perto da fronteira turca, estão sob controle dos rebeldes desde 2012.

Em sua ofensiva, os jihadistas buscavam dominar as duas localidades, obrigando milhares de pessoas a fugir da região.

O ataque jihadista também colocava em risco os milhares de deslocados instalados nos campos ao redor da região de Azaz.

O EI controla no norte da Síria uma faixa de território próxima à fronteira com a Turquia, que vai da província de Aleppo, a oeste, até Raqa, mais a leste, capital de fato dos extremistas.

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