Conselho Permanente da OEA convoca sessão sobre Venezuela em 23 de junho

Washington, 10 Jun 2016 (AFP) - O Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA) realizará uma sessão extraordinária para discutir a situação política e institucional sobre a Venezuela em 23 de junho, quando a oposição se encontrará em um processo para ativar um referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.

A reunião especial convocará em Washington os embaixadores dos 34 países da OEA para discutir um informe do secretário-geral Luis Almagro, no qual ele descreveu uma "crise institucional" na Venezuela que "demanda mudanças imediatas nas ações do Poder Executivo".

Almagro tinha solicitado a sessão, invocando pela primeira vez o artigo 20 da Carta Democrática Interamericana, um mecanismo regional para tratar de casos de alteração ou ruptura da ordem democrática em um país-membro da OEA.

O chefe do organismo continental expressou sua "satisfação" com a convocação e sua "confiança nas discussões e decisões que emanarem da sessão", escreveu em sua conta no Twitter.

Além de discutir o relatório de Almagro, o Conselho Permanente poderá decidir, com a aprovação da maioria dos 34 países-membros, a realização de gestões diplomáticas na Venezuela.

O país atravessa uma profunda crise política, institucional e socioeconômica.

A oposição avança no processo para celebrar um referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro, que o governo estimou que não poderá ser realizado antes de 2017.

Se o referendo for celebrado no ano que vem e Maduro perder, o vice-presidente - nomeado pelo presidente - concluirá o mandato presidencial até 2019.

Caso contrário, se for realizado este ano, serão convocadas eleições.

Em meio à polarização, o governo e a oposição iniciaram aproximações sob a mediação de uma comissão encabeçada pelo ex-chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, a pedido da Unasul.

Nas ruas, enquanto os venezuelanos se veem forçados a fazer longas filas diante dos estabelecimentos comerciais para conseguir alimentos, os medicamentos estão escassos e cortes de água e luz se multiplicam.

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