Keiko Fujimori reconhece derrota na eleição presidencial do Peru

Lima, 10 Jun 2016 (AFP) - A populista de direita Keiko Fujimori reconheceu nesta sexta-feira sua derrota na disputa presidencial para o liberal Pedro Pablo Kuczynski, e disse que, com o seu bloco parlamentar, será oposição ao novo governo do Peru.

"Aceitamos democraticamente os resultados do ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais), porque nós somos uma organização política séria, e por respeito ao povo peruano", declarou Keiko Fujimori em um pronunciamento aos legisladores de seu partido, Fuerza Popular, que assumem em 28 de julho.

Após uma apertada votação, Kuczynski obteve 50,12% dos votos contra 49,88% de Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), atualmente preso por crimes de corrupção e contra a humanidade.

Ela assegurou que os resultados eleitorais indicam que "o Fuerza Popular recebeu a missão da população de ser oposição, e será o papel que vamos cumprir com firmeza. Seremos uma oposição responsável, que pensará no futuro do país".

Keiko explicou que, após estas eleições, o Fuerza Popular se tornou o maior partido do Peru.

Fujimori, de 41 anos, criticou que, no segundo turno, seu rival tenha sido apoiado pelo "poder político do governo que sai, o poder econômico e o poder midiático".

Segundo a líder do Fuerza Popular, a campanha promoveu o enfrentamento entre peruanos, despertou "ódios e fanatismos que ressentem a democracia".

Para a vitória de Kuczynski foi chave o apoio da esquerdista Verónika Mendoza, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, assim como de grupos civis que rejeitavam a volta do fujimorismo ao poder, ao qual relacionavam com a autocracia, a corrupção e o controle das instituições do Estado, que caracterizaram o governo de Fujimori pai.

"Desejamos muita sorte ao senhor Kuczynski e a seus aliados de campanha que, como corresponde, estou certa de que saberão se manter como aliados do governo nos próximos cinco anos", disse Fujimori.

O congressista Kenji Fujimori reapareceu em público pela primeira vez desde a votação do domingo passado, e acompanhou a irmã, Keiko, no reconhecimento da derrota. Durante a campanha, as relações entre os irmãos azedaram devido a críticas sobre a estratégia eleitoral.

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