Líder da Al-Qaeda jura lealdade a novo chefe dos talibãs afegãos

Dubai, 11 Jun 2016 (AFP) - O chefe da Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri, jurou lealdade ao novo líder eleito pelos talibãs afegãos após a morte de seu predecessor em um ataque americano, informou neste sábado o centro americano de vigilância de sites extremistas SITE.

Este juramento ocorre em um momento no qual a Al-Qaeda enfrenta a rivalidade do grupo Estado Islâmico (EI), que também fez incursões pelo Afeganistão, onde os talibãs participam de uma guerra de guerrilhas desde que foram expulsos do poder, em 2001.

Habatullah Akhundzada foi nomeado pelos talibãs afegãos como seu novo líder no mês passado, em uma rápida transição de poder após a morte do predecessor, o mulá Akhtar Mansur, morto no ataque de um drone americano.

Ayman Al-Zawahiri manifestou sua lealdade ao mulá Habatullah Akhundzada em uma mensagem de áudio de 14 minutos, publicada em sites extremistas, de acordo com o SITE.

"Juramos a você lealdade na jihad para libertar todas as terras muçulmanas invadidas e tomadas, desde Kashgar a Al-Andalus, desde o Cáucaso até a Somália e África central, desde a Caxemira até Jerusalém, desde as Filipinas até Cabul, e desde Bukhara até Samarkand", dizia a mensagem, citando Al-Zawahiri.

Al-Zawahiri descreveu o novo líder talibã como o "emir dos crentes" e o líder "legítimo" de um califado muçulmano.

"Alá te honrou para estabelecer o primeiro emirado legítimo depois da queda do Califado Otomano. Não existe outro emirado legítimo no mundo", declarou.

Ayman Al-Zawahiri se opõe firmemente ao EI, que declarou em 2014 a criação de um "califado" entre Síria e Iraque.

O texto incluía imagens do fundador da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, morto em uma operação das forças especiais americanas no Paquistão, em 2011.

Akhundzada, um dos antigos ajudantes de Mansur, enfrenta o importante desafio de unificar um movimento cada vez mais fragmentado.

O ataque com drone do mês de maio que matou Mansur, o primeiro ataque americano que se conhece contra o máximo líder talibã afegão em solo paquistanês, comoveu o movimento insurgente, que havia ressurgido sob o mandato do falecido líder.

O mulá Mansur morreu neste ataque justo nove meses depois de ter sido nomeado formalmente líder,após uma longa luta pelo poder depois da confirmação da morte de seu fundador, mulá Omar.

Segundo observadores, Akhundzada, uma figura religiosa moderada que é visto mais como um líder espiritual do que como um líder militar, seguirá os passos de Mansur, evitando as negociações de paz e intensificando os ataques contra o governo do Afeganistão.

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