Massacre em Orlando teria sido cometido por 'combatente do EI'

Beirute, 12 Jun 2016 (AFP) - O massacre que deixou 50 mortos em uma boate gay em Orlando, na Flórida, foi cometido por "um combatente do EI" - anunciou neste domingo a agência Amaq, ligada ao grupo extremista Estado Islâmico.

"O ataque armado contra uma boate gay na cidade de Orlando, no estado americano da Flórida, deixando mais de 100 mortos e feridos, foi executado por um combatente do Estado Islâmico", afirmou a Amaq, em um breve comunicado citando "uma fonte".

De acordo com o FBI, o atirador era investigado por laços com um agressor americano suicida. O agente especial Ronald Hopper disse à imprensa que Mateen foi inocentado dessa acusação, mas que chegou a anunciar sua "lealdade" ao EI antes de cometer o ataque deste domingo

"Ele morreu durante troca de tiros com oficiais", confirmou Hopper.

De acordo com o agente, Mateen chamou a atenção dos investigadores duas vezes, em 2013 e em 2014, sobre seus supostos laços com extremistas islâmicos.

"O FBI soube de Mateen pela primeira vez em 2013, quando ele fez comentários inflamados com colegas de trabalho, supondo possíveis laços terroristas", disse o agente à imprensa.

Segundo Hopper, "o FBI investigou exaustivamente o assunto, incluindo entrevistas com testemunhas, vigilância física e verificação de registros".

"No curso da investigação, Mateen foi interrogado duas vezes. Finalmente, nós não pudemos verificar o conteúdo de seus comentários em então, a investigação foi fechada", acrescentou.

Depois, ele foi interrogado por agentes que investigavam seus laços com Moner Mohammed Abusalha, originário da Flórida e o primeiro cidadão americano a realizar um ataque suicida a bomba na Síria.

"Nós determinamos que o contato era mínimo, e não constituía uma relação substancial, ou uma ameaça, na época", admitiu Hopper à imprensa.

Questionado sobre como Mateen foi capaz de conseguir uma licença de armas na Flórida e de comprar legalmente duas armas pouco antes do massacre, Hopper disse simplesmente que a investigação sobre esses supostos laços radicais foi "inconclusiva".

"Foi informado que Mateen fez ligações ao 911 nesta manhã, na qual ele jurou lealdade ao grupo Estado Islâmico", afirmou.

"Nós estamos procurando qualquer e toda conexão tanto doméstica, quanto internacional", finalizou.

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