ONU aprova operação da UE sobre contrabando de armas para Líbia

Nova York, 14 Jun 2016 (AFP) - O Conselho de Segurança da ONU autorizou nesta terça-feira uma operação naval europeia para interceptar embarcações suspeitas de contrabandear armas para a Líbia, uma nova demonstração de apoio ao governo de unidade de Trípoli em sua batalha contra o grupo extremista Estado Islâmico.

Na petição da União Europeia, o Conselho adotou por unanimidade uma resolução redigida por Reino Unido e França que amplia a missão da Operação Sophia, que vem combatendo o tráfico de migrantes no mar Mediterrâneo.

Desde agora, e durante um ano, os navios de guerra europeus poderão interceptar e "inspecionar imediatamente em alto-mar, ao longo da Líbia, as embarcações que venham ou vão para lá" e que sejam suspeitas de transportar armas e equipamentos militares.

A resolução se apoia no capítulo 7 do estatuto da ONU, que permite o uso da força.

A maioria das armas que chegam à Líbia não vão para o governo legítimo, cujas forças são implantadas para tomar a cidade de Sirte do grupo extremista Estado Islâmico (EI), senão desta organização ou de vários grupos armados e milícias.

Para o embaixador francês François Delattre, que preside o Conselho em junho, esta resolução "tem o potencial de mudar a situação na Líbia", já que "irá pôr fim nos meios para combater melhor o Daesh (acrônimo árabe do EI) freando o fluxo de armas que alimenta a instabilidade na Líbia", disse.

A resolução "também irá reforçar o governo de unidade nacional e promoverá a unidade do país", acrescentou.

Rússia, Egito e Venezuela expressaram inicialmente suas reservas, mas finalmente votaram a favor do texto.

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