Irã vai à ONU contra bloqueio americano de US$ 2 bi

Haia, 15 Jun 2016 (AFP) - O Irã entrou com uma ação na principal instância jurídica da ONU, exigindo o desbloqueio de seus fundos congelados por parte dos EUA, após sua decisão de embargar US$ 2 bilhões para indenizar vítimas de atentados fomentados ou apoiados por Teerã - informou a CIJ, nesta quarta.

Na ação apresentada na terça-feira (14) perante a Corte Internacional de Justiça, Teerã alega que os tribunais dos Estados Unidos não têm jurisdição sobre o Irã e sobre as companhias estatais iranianas.

No final de abril, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu deduzir US$ 2 bilhões dos recursos iranianos congelados no país, para indenizar as milhares de vítimas e familiares americanos de atentados que teriam envolvimento de Teerã.

Washington bloqueou investimentos do Banco Central iraniano em contas nova-iorquinas. O presidente iraniano, Hassan Rohani, classificou a decisão de "roubo descarado" e de "grande desonra" para a Justiça americana.

A decisão americana chegou em um momento difícil para a aproximação entre Estados Unidos e Irã, meses depois da assinatura do acordo nuclear em Viena.

Acusando os EUA de "violarem o tratado de amizade de 1955", o Irã "apresentou ontem [terça-feira] uma ação, oficialmente, perante a Corte Internacional, e continuaremos nossa ação até conseguir um resultado", declarou Rohani nesta quarta à noite, citado pela imprensa iraniana.

"Os tribunais americanos decidiram, ilegalmente, que esses fundos devem ser entregues aos americanos e às famílias das vítimas mortas no Líbano. Não fica claro o que os americanos faziam no Líbano, nem em que esse caso afeta o Irã", acrescentou.

O presidente iraniano se referia aos 241 soldados americanos que morreram em 23 de outubro de 1983, em dois atentados suicidas em Beirute contra os contingentes americano e francês da Força Multinacional de Segurança.

Teerã também exige que os Estados Unidos, "por terem descumprido suas obrigações jurídicas internacionais", sejam obrigados a "indenizar por completo o dano causado ao Irã, por um montante que a Corte determinará posteriormente".

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