Trump sugere proibir venda de armas a pessoas sob vigilância

Washington, 15 Jun 2016 (AFP) - O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quarta-feira não vender armas para pessoas que figuram em listas de vigilância anti-terrorismo, correndo o risco de arrumar briga com o poderoso lobby das armas e seu partido.

Trump, que clama seu apoio ao direito dos cidadãos de portar armas, disse em um tuíte que ele iria "reunir-se com líderes do lobby das armas (NRA), que apoiam a minha candidatura, sobre uma proibição às pessoas que estão na lista de vigilância anti-terrorismo ou uma lista de exclusão de voo de comprar armas de fogo".

Esta sugestão pode colocá-lo em maus lençóis com o lobby, muito poderoso, que na terça-feira escreveu que "restrições, como uma proibição de venda de armas para pessoas em listas de vigilância, são ineficazes, inconstitucionais, ou ambos".

A sugestão do candidato também poderia causar problema no Partido Republicano, cuja maioria dos membros defendem ardentemente o direito de possuir uma arma e veem com maus olhos quaisquer restrições.

A sugestão de Donald Trump surge poucos dias após o massacre em uma boate gay em Orlando que fez 49 mortos e 53 feridos.

Omar Mateen, o agressor que foi morto pela polícia, estava armado com um fuzil e uma pistola compradas legalmente pouco antes do ataque.

O jovem americano de 29 anos era monitorado pela polícia federal e tinha sido interrogado três vezes pelo FBI por causa de ligações suspeitas com círculos extremistas.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos