Polícia francesa detém homem suspeito de planejar ataque contra turistas

Paris, 16 Jun 2016 (AFP) - Um jovem radicalizado de 22 anos foi detido na segunda-feira (13) em Carcassonne, sudoeste da França, por suspeita de preparar uma "ação violenta" contra turistas americanos e russos - anunciaram nesta quinta uma fonte judicial e outra ligada à investigação.

De acordo com uma das fontes, o suspeito, convertido ao Islã, "foi a Carcassonne com o objetivo de cometer uma ação violenta", em especial contra russos e americanos.

Uma outra fonte consultada pela AFP mencionou o projeto do jovem de atacar turistas desses dois países.

Ao ser detido na segunda à noite, o jovem tinha uma faca e um martelo em seu poder. Ele continua em detenção provisória e pode permanecer atrás das grades por até 96 horas.

O suspeito é originário de Lunel, uma localidade do sul da França, de onde cerca de 30 pessoas viajaram para combater na Síria. Era conhecido pelos serviços especializados na luta contra o terrorismo.

Essa detenção acontece dentro de uma investigação aberta na última segunda-feira pela seção antiterrorista do Ministério Público de Paris por formação de quadrilha com objetivos terroristas.

Localidade muito frequentada por turistas, Carcassonne é Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) por sua cidadela medieval e pelo Canal do Meio-Dia.

Marcha silenciosaO medo de novos ataques está muito presente no país diante da ameaça de atentados durante a Eurocopa-2016.

As notícias de detenção surgem no momento em que a França continua em choque com o assassinato de um policial e de sua companheira. O autor, Larossi Abballa, disse ter cometido o ato em nome do grupo Estado Islâmico (EI).

Nesta quinta-feira, cerca de 2.500 pessoas, entre elas muitos policiais e gendarmes, participaram de uma marcha em homenagem ao casal - Jean-Baptiste Salvaing, de 42, e Jessica Schenider, de 36.

"Estamos em recolhimento, na empatia, no apoio", comentou Oliver Labadie, bombeiro de um município vizinho.

A marcha partiu da delegacia de Mantes-La-Jolie, onde Jessica trabalhava como agente administrativa, e seguiu até a residência do casal em Maganville, cena do homicídio. Depois de dez minutos de silêncio, a multidão começou, espontaneamente, a cantar o hino nacional, A Marselhesa.

"Nunca cederei aos terroristas", disse um policial parisiense.

"A meus efetivos, eu lhes digo: estejam atentos, sejam prudentes. Temos de mudar nossos comportamentos", completou.

Abballa já havia sido condenado em 2013 por participar de um grupo que levava extremistas ao Paquistão.

Ele foi abatido durante a operação policial. Na residência, também estava o filho do casal, um menino de três anos, que foi hospitalizado em estado de choque.

"A Eurocopa será um cemitério", ameaçou o autor dos assassinatos, na redes sociais, antes de morrer.

Nesta quinta, as autoridades prolongaram a detenção de três suspeitos ligados a Abballa, por mais 48 horas, informou uma fonte judicial à AFP.

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