Parlamento venezuelano investigará se Podemos foi financiado pelo chavismo

Madri, 17 Jun 2016 (AFP) - Uma comissão da Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição, vai investigar se o partido espanhol Podemos, cujos fundadores foram assessores do líder venezuelano Hugo Chávez, foi financiado pelo governo deste último, anunciou o seu presidente.

A "Comissão de Controladoria do Parlamento venezuelano investigará o suposto financiamento de mais de 7 milhões de euros do Podemos", informou o presidente da comissão, Freddy Guevara Cortez, em sua conta oficial no Facebook.

O jornal El País foi o primeiro a revelar nesta sexta-feira na Espanha a informação que rapidamente foi replicada por outros meios. De acordo com o El Pais e El Mundo, os pagamentos em questão teriam ocorrido entre 2003 e 2011 à fundação Centro de Estudos Políticos e Sociais (CEPS), que originou o Podemos.

O anúncio de Guevara no Facebook foi acompanhado por um documento, segundo o qual o governo venezuelano teria pago 7,168 milhões de euros (8.063 milhões de dólares) para pessoas ligadas ao Podemos, formação de esquerda radical espanhola.

"Temos de investigar o verdadeiro destino de uma quantidade tão grande de dinheiro, especialmente neste momento que a Venezuela está passando, de uma crise humanitária sem precedentes", acrescentou.

O documento publicado pelo presidente da comissão envolve três pessoas: Rafael Isea, ex-ministro das Finanças de Chávez, Pablo Iglesias, atual secretário-geral do Podemos, e Juan Carlos Monedero, um dos fundadores do partido e seu principal ideólogo.

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