Estado Islâmico contra-ataca para defender seus redutos na Síria

Damasco, 18 Jun 2016 (AFP) - Os membros do grupo Estado Islâmico (EI) estão contra-atacando com suicidas e carros-bomba para defender seus redutos de Minbej e Tabqaen, no norte da Síria.

O grupo radical enfrenta desde de 31 de maio uma ofensiva lançada pelos combatentes árabes e curdos das Forças Democráticas Sírias (FDS), que tentam reconquistar Minbej, um reduto sitiado que corta o acesso dos extremistas à principal estrada para Turquia que os abastecia.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), a entrada das FDS na cidade, situada na província de Aleppo, está mais lenta devido aos ataques diários do EI.

As FDS, que contam com o apoio aéreo da coalizão antijihadista dirigida pelos Estados Unidos, também avançam lentamente devido aos milhares de civis presos na cidade.

Centenas conseguiram fugir de Minbej, onde, segundo comandantes das FDS, o EI os usa como "escudos humanos".

Na véspera, os extremistas dispararam contra seis membros de uma mesma família que tentava fugir pelo lado leste de Minbej. Morreram todos: o pai, a mãe, duas filhas e dois filhos.

Segundo o OSDH, os extremistas ainda podem resistir na cidade porque contam com provisões.

A batalha causou ao menos 467 mortos (352 jihadistas, 37 das FDS e 78 civis), segundo ainda o OSDH.

Na província vizinha de Raqa, mais ao leste, o exército sírio, apoiado pela aviação russa, tenta a duras penas avançar para reconquistar a localidade de Tabqa, mas enfrenta uma forte resistência dos jihadistas.

O exército se encontra a 15 km do aeroporto militar de Tabqa, seu principal objetivo.

Na mesma província, as FDS lançaram uma ofensiva em 24 de maio contra o EI, mas os combates pararam depois do início da batalha por Minbej.

Nos combates ao sul da cidade de Aleppo, desde terça morreram 186 combatentes nas fileiras do regime e nas dos rebeldes.

Entre as vítimas fatais, figuram 25 combatentes do Hezbollah xiita libanê, no maior número de baixas para este grupo em uma só batalha desde 2013, segundo o OSDH. Também morreram ao menos cem membros da Frente Al Nosra, o braço sírio da Al-Qaeda, e combatentes rebeldes.

O conflito na Síria, iniciado por manifestações pedindo reformas, se complicou ao longo dos anos com uma multidão de atores sírios, regionais e internacionais, e principalmente desde o fortalecimento de grupos extremistas como o Estado Islâmico (EI).

A guerra já matou mais de 280.000 pessoas e obrigou a milhões de sírios a abandonar seus lares.

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