Iraque enfrenta um desastre humanitário em Fallujah

Fallujah, Iraque, 19 Jun 2016 (AFP) - Milhares de civis continuam fugindo, sob um sol inclemente de 42ºC, da cidade de de Fallujah, um desafio para as ONGs, que alertam para um desastre humanitário depois que as tropas governamentais tiraram parte da cidade das mãos os extremistas.

Na quinta-feira, uma ofensiva das tropas iraquianas conseguiu reconquistar várias zonas do centro da cidade localizada a apenas 50 km da capita Bagdá, e até então sob controle do grupo Estado Islâmico (EI).

As organizações humantárias tentam enfrentar a situação da falta de comida e remédios, e agora a fuga de milhares sob um sol escaldante.

"O número total de refugiados de Fallujah está em 30.000 pessoas nos últimos três dias", indicou neste domingo o Conselho Norueguês para os Refugiados (CNR).

Antes da ofensiva, milhares de civis estavam sitiados na cidade, um reduto jihadista há meses, e eram utilizados muitas vezes como escudos humanos pelos combatentes.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) estima que 84.000 pessoas se viram obrigadas a fugir desde o início da ofensiva das tropas de Bagdá.

"As agências têm dificuldades para responder a uma situação que evolui rapidamente e nos enfrentamos a outro gran êxodo nos próximos dias, já que estimamos que milhares de pessoas continuam presas em Fallujah", advertiu a Acnur.

A ONG teme não poder fazer frente às necessidades à medida que suas reservas de água se esgotam rapidamente.

O campo de Amriyat al Falluyah, que albriga cerca de 1.800 pessoas, só dispõe de um sanitário para mulheres, alertou a ONG.

Alguns têm barracas, mas outros, inclusive mulheres e crianças, dormem no chão, ao ar livre.

O EI se apoderou de Fallujah, cidade povoada em sua maioria por sunitas, em 2014, cinco meses antes de sua fulgurante ofensiva no Iraque, permitiu que assume o controle de outras regiões do país, como Mossul, a segunda cidade do país ao norte.

Apesar de em Fallujah o grupo oferecer menos resistência que o pensado, ainda restam franco-atiradores, carros-bomba e armadilhas explosivas deixadas pelos extremistas.

Se o EI perder Fallujah, só restará Mossul como grande cidade sob seu controle no Iraque, depois de ter sido expulso de outras localidades.

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