Moscou nega ataques contra combatentes sírios apoiados pelos EUA

Moscou, 19 Jun 2016 (AFP) - O ministério russo da Defesa negou neste domingo as acusações de Washington citando ataques russos contra os rebeldes apoiados pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos no sul da Síria.

Por ocasião de uma vídeo-conferência com os seus colegas russos, as autoridades do Pentágono "expressaram sua profunda preocupação com o ataque contra as forças que combatem o grupo Estado Islâmico apoiadas pela coalizão na guarnição de Al-Tanaf".

Algumas horas mais tarde, o porta-voz do ministério russo da Defesa, Igor Konachenkov, negou que a Rússia tenha bombardeado áreas onde se encontram os rebeldes sírios apoiados pelos Estados Unidos.

"O alvo que foi bombardeado estava localizado mais de 300 km da zona" indicada pelos Estados Unidos, garantiu Igor Konachenkov, afirmando que a aviação russa interveio "sob procedimentos acordados" e que avisou com antecedência a coalizão internacional sobre os alvos.

O ministro russo da Defesa havia declarado na quinta-feira que não ordenou ataques contra as forças de oposição envolvidas no cessar-fogo, mas não mencionou a guarnição Al-Tanaf.

O Pentágono também manifestou preocupação com uma visita surpresa do ministro russo da Defesa, Sergei Choïgu, ao presidente sírio, Bashar al-Assad, em Damasco para discutir a cooperação militar "para combater as organizações terroristas em solo sírio".

Konachenkov também acusou neste domingo os Estados Unidos de não fornecer as coordenadas das áreas onde combatem os rebeldes sírios que eles apoiam, o que "não permite a aviação russa agir com precisão".

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