Israel não está disposto a ratificar tratado que proíbe testes nucleares

Jerusalém, 20 Jun 2016 (AFP) - Israel "apoia" o Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares (TICE), mas ainda não está disposto a ratificá-lo, afirmou nesta segunda-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Esse tratado foi adotado pela ONU há quase 20 anos.

O Estado hebreu, que assinou o texto sem ratificá-lo, "apoia o tratado e seus objetivos", declarou Netanyahu em um comunicado depois de se reunir com Lassina Zerbo, secretário-geral da organização do TICE, com sede em Viena.

"A questão da ratificação depende do contexto regional e do momento apropriado", acrescentou.

Adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 1996, esse tratado foi assinado por 183 países, mas ainda continua dependendo da ratificação em oito países que detêm tecnologia nuclear (China, Estados Unidos, Índia, Paquistão, Corea do Norte, Egito, Irã e Israel) para entrar em vigor.

Zerbo disse que é otimista sobre a ratificação do acordo por parte de Israel e destacou que Netanyahu lhe assegurou que se trata de uma questão de tempo.

As autoridades israelenses "trabalham atualmente para determinar o momento de ratificação", declarou Zerbo à AFP.

Israel nunca admitiu oficialmente a posse de arma nuclear, mas segundo o Instituto para a Ciência e a Segurança Internacional, com base nos Estados Unidos, tem 115 ojivas nucleares.

Netanyahu frequentemente denuncia as atividades nucleares iranianas que, segundo Teerã, são de uso civil. O acordo internacional 2015 sobre o tema foi duramente criticado por Israel.

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