Socialistas na Espanha descartam apoiar PP ou Pablo Iglesias

Madri, 20 Jun 2016 (AFP) - O dirigente socialista espanhol Pedro Sánchez descartou nesta segunda-feira apoiar os conservadores ou a coalizão de esquerda 'Unidos Podemos', de Pablo Iglesias, após as eleições de domingo, quando se vislumbra que apenas uma coalizão de esquerda tiraria a direita do poder.

"Nós não vamos apoiar o governo do PP (direita) e Iglesias não vai ser presidente do governo", declarou Sánchez à rádio Onda Cero.

A alternativa para os espanhóis não pode estar "entre o ruim e o pior", afirmou o chefe do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), a menos de uma semana das legislativas do dia 26 de junho.

A maioria das pesquisas mostra que 'Unidos Podemos', do partido anti-austeridade 'Podemos' e os eco-comunistas da 'Esquerda Unida', ficará em segundo lugar, acima dos socialistas.

Se 'Unidos Podemos' conquistar o apoio dos socialistas, será possível um governo de esquerda que substituirá no poder o Partido Popular do conservador Mariano Rajoy.

Mas Sánchez pareceu descartar nesta segunda essa possibilidade, ao menos se o chefe de governo for Pablo Iglesias.

"Não vamos apoiar nenhum governo que fragmente a soberania nacional", assinalou, em referência ao programa do Podemos, favorável a um referendo de autodeterminação na Catalunha.

"Não vamos apoiar nenhum governo que questione a viabilidade econômica e social de nosso estado de bem-estar", disse Sánchez.

Ele considerou que Iglesias "põe em risco a recuperação econômica" da Espanha, que conseguiu sair da crise em 2014.

"É importante ter um partido socialista capaz de articular maiorias, entre os extremos de Rajoy e Iglesias", acrescentou.

Sánchez não disse se os socialistas iriam abster-se em um voto de investidura para permitir que o PP governasse, considerando que o partido seguirá sendo a primeira força do país, segundo as pesquisas.

Com um Parlamento fragmentado em quatro grandes blocos - PP, PSOE, Unidos Podemos e os liberais do Ciudadanos - uma aliança para formar o governo parece inevitável.

A falta de acordo entre as quatro forças culminou na realização de novas eleições, seis meses depois das legislativas de dezembro passado.

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