Austrália quer que autoridades brasileiras reforcem segurança para Jogos

Sydney, 21 Jun 2016 (AFP) - O Comitê Paralímpico australiano pediu nesta terça-feira aos organizadores dos Jogos do Rio que reforcem a segurança da cidade, depois da agressão sofrida por Liesl Tesch, medalha de ouro na vela nos Jogos de Londres, e seu fisioterapeuta.

A campeã paralímpica foi agredida no domingo em plena luz do dia e na companhia de seu fisioterapeuta por dois homens armados enquanto passeavam de bicicleta no Rio.

"Acho que disseram 'Dinheiro', então levantei a camisa e disse 'Olha, não tenho nada', e depois apontou a arma para mim (...) foi horrível", declarou a esportista.

Kate McLoughlin, chefe da missão do Comitê Paralímpico australiano, declarou que as duas vítimas do assalto estavam "afetadas, mas sãs e salvas".

Este novo incidente acontece dias depois que a jovem atleta brasileira do tiro esportivo Anna Paula Cotta foi ferida a bala na cabeça em um roubo no Rio e hospitalizada em estado crítico.

Membros da equipe espanhola de vela também foram vítimas de violência no mês passado.

Kitty Chiller, do Comitê Olímpico Australiano, apelou aos organizadores que mobilizem forças de segurança extras.

"Estamos muito preocupados, os organizadores devem revisar em alta o nível de segurança", indicou. "Escrevemos hoje para pedir que solucionem este problema", acrescentou.

Segundo o Comitê Olímpico australiano, os organizadores se comprometeram em mobilizar cerca de 100.000 policiais, militares e agentes de segurança além das forças já atuantes.

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