Bombardeios matam 25 civis na cidade síria de Raqa

Beirute, 22 Jun 2016 (AFP) - Vinte e cinco civis, incluindo seis crianças, morreram em bombardeios contra a cidade de Raqa, reduto do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, um dia após uma ofensiva dos extremistas expulsar as forças do regime desta província do norte.

Em Damasco, o presidente Bashar al-Assad nomeou nesta quarta-feira o quarto primeiro-ministro desde o início da guerra, em 2011, Imad Khamis, que ocupava a pasta da Eletricidade.

Na província de Raqa, os ataques aéreos, visivelmente russos, atingiram vários bairros da cidade, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Vinte e cinco civis, incluindo seis crianças, morreram e "dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas estão em condição crítica", indicou o OSDH.

As aviações síria, russa e da coalizão internacional antijihadista liderada pelos Estados Unidos realizam ataques contra as posições do EI em todo o país.

Quase 300.000 pessoas ainda vivem na cidade de Raqa, onde o EI é acusado de utilizar os civis como "escudos humanos".

"Os ataques aconteceram um dia depois de o Estado Islâmico (EI) ter expulsado as forças do regime das zonas que controlava no sudoeste da província setentrional de Raqa", destacou a ONG.

As tropas governamentais iniciaram em 3 de junho uma ofensiva para assumir o controle da cidade de Tabqa, vital para um posterior ataque de Raqa, a capital do EI na Síria.

Esta foi a primeira vez que as tropas de Bashar al-Assad entraram na província desde 2014.

As forças oficiais e paramilitares do governo sírio conseguiram avançar 20 km na província antes de ser expulsas pelos jihadistas após um contundente contra-ataque.

O regime perdeu mais de 40 homens no contra-ataque dos extremistas, segundo o OSDH, uma ONG com sede no Reino Unido e que tem uma ampla rede de fontes.

O site pró-regime Al-Masdar falou de "desastre" que provocou a morte, segundo uma fonte militar, de 23 soldados, enquanto que desenas de outros estavam desaparecidos.

Ele evocou uma "retirada desorganizada que se traduziu no abandono de armas, munições e soldados que se viram atrás das linhas inimigas".

Na província vizinha de Aleppo, mais ao oeste, o EI, que também resiste a uma ofensiva, executou um ataque na segunda-feira para diminuir a pressão sobre seu reduto de Manbij, cercado pela aliança árabe-curda das Forças Democráticas Sírias (FDS).

Ao menos três homens-bomba do EI atacaram na terça-feira as FDS perto da cidade, de acordo com o OSDH.

Nesta quarta, os extremistas tentaram, mas sem sucesso, atacar porsições das FDS em dois vilarejos localizados 3 km a leste de Manjib, segundo indicou um comandante das forças árabes-curdas, Abou Ibrahim.

O EI controla desde 2014 Manbij, ponto estratégico para o abastecimento dos extremistas entre a fronteira turca e a cidade de Raqa.

Os aviões da coalizão internacional antijihadista, liderada pelos Estados Unidos, também bombardeiam as posições do EI no Iraque e na Síria.

No Iraque, as forças iraquianas retomaram quase inteiramente a cidade de Fallujah, onde o EI só resiste em dois bairros do norte da cidade localizada a oeste de Bagdá, informou um comandante.

"O norte e centro de Fallujah foram desocupados quase inteiramente de (combatentes) do Daesh (sigla em árabe do EI)", indicou à AFP o general Abdulwahab al-Saadi.

O primeiro-ministro Haider al Abadi afirmou na semana passada que suas forças haviam recuperado praticamente a totalidade dessa fortaleza extremista localizada cerca de 50 km a oeste de Bagdá.

Três quartos da cidade estão sob seu controle, de acordo com Al Saadi e outros comandantes.

As forças iraquianas têm recuperado terreno e agora buscam recuperar Mossul (norte), a segunda cidade do país e outra grande fortaleza dos jihadistas no Iraque.

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