Pyongyang testa dois mísseis de médio alcance

Seul, 22 Jun 2016 (AFP) - A Coreia do Norte fez dois testes de mísseis, com disparos de sua costa leste, na manhã desta quarta-feira, anunciou o ministério sul-coreano da Defesa, acrescentando que um dos vetores percorreu 400 quilômetros.

Os mísseis disparados seriam do tipo Mussudan, com alcance de até 4 mil quilômetros, capazes de atingir Coreia do Sul, Japão e as bases americanas na ilha de Guam, no Pacífico.

O departamento americano de Estado condenou os testes afirmando que trata-se de uma violação flagrante das resoluções da ONU, que proíbem Pyongyang de utilizar tecnologia balística.

O primeiro disparo ocorreu pouco antes das 6h local (18h de terça, horário de Brasília) e o "lançamento parece ter fracassado", segundo o ministério sul-coreano da Defesa.

O segundo míssil Mussudan, disparado duas horas depois da mesma posição na costa oriental, percorreu 400 km sobre o Mar do Japão.

"Coreia do Sul e Estados Unidos estão realizando análises adicionais", destacou o ministério sul-coreano em um comunicado, no qual evita qualificar de sucesso o segundo lançamento.

Após quatro testes fracassados do Mussudan, um lançamento bem sucedido seria um importante passo para o regime de Kim Jong-un, que pretende desenvolver uma arma nuclear capaz de atingir os Estados Unidos.

O Mussudan foi revelado durante um desfile militar em 2010, em Pyongyang.

O porta-voz do departamento de Estado, John Kirby, declarou que estes disparos apenas alentarão os esforços da comunidade internacional para combater o programa armamentista de Pyongyang.

"Temos a intenção de manifestar nossa preocupação na ONU para reforçar a determinação da comunidade internacional para que a Coreia do Norte preste contas por estes atos provocadores".

A Coreia do Norte tentou quatro vezes, sem sucesso, fazer seu Mussudan voar. Com alcance de 4.000 quilômetros, o míssil poderia atingir a Coreia do Sul, o Japão e a ilha de Guam, onde há bases americanas.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, qualificou o teste de "intolerável".

"Vamos analisar o caso e coordenar com a comunidade internacional, incluindo a Coreia do Sul e os Estados Unidos", declarou, depois que o primeiro lançamento foi noticiado.

Várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU proíbem a Coreia do Norte de usar tecnologia de mísseis. Apesar disso, Pyongyang faz, regularmente, lançamentos de curto alcance no mar do Japão, ou mar Oriental.

Em nota, o Ministério sul-coreano da Defesa denunciou "uma clara violação das resoluções da ONU", após este novo teste.

A situação se degradou especialmente na península coreana a partir do quarto teste nuclear da Coreia do Norte, no início de janeiro, seguido em fevereiro pelo disparo de um foguete, considerado como uma prova disfarçada de míssil de longo alcance.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reagiu na ocasião adotando sanções contra Pyongyang.

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