Papa visita a Armênia, onde é visto como advogado da causa armênia

Erevan, 24 Jun 2016 (AFP) - O papa Francisco chegou nesta sexta-feira na Armênia, onde era esperado com fervor por uma população cristã que o vê como um mensageiro da paz e como seu melhor advogado frente a Ancara, que continua a negar o genocídio de 1915-17.

A bordo de um avião que o levou em sua 14ª viagem ao exterior, Francisco apelou para a "responsabilidade" da Europa para "garantir o bem viver conjunto", após o voto histórico britânico a favor de uma saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Durante a visita de três dias, o papa deve pronunciar várias mensagens sobre a paz, os refugiados, os direitos das minorias religiosas em um Oriente Médio em guerra.

O papa Francisco estenderá a mão à igreja apostólica armênia, que se separou da igreja católica no século IV.

O drama dos muitos mártires cristãos da Armênia, que registrou em sua história vários massacres e deportações, estará no centro da viagem.

Os armênios esperam que o papa mencione o "genocídio" sofrido pelos armênios em 1915/17, durante o império otomano.

A Turquia rejeita o termo e afirma que aconteceram matanças entre turcos e armênios.

Dois momentos serão mais políticos: o encontro, nesta sexta-feira, com o presidente Serge Sarkissian e 240 representantes do mundo político, civil e diplomático, e, no sábado, a visita ao memorial de Tsitsernakaberd, que recorda o genocídio do povo armênio.

Os armênios são muito gratos a Jorge Bergoglio por ele ter falado, em abril de 2015 no Vaticano, de um "genocídio" para definir o Medz Yeghem (o Grande Mal), quando 1,5 milhão de pessoas foram mortas.

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