Rússia e EUA trocam acusações sobre manobras perigosas no Mediterrâneo

Washington, 29 Jun 2016 (AFP) - Washington e Moscou se acusaram mutuamente nesta terça-feira por manobras marítimas perigosas entre dois navios de guerra no Mar Mediterrâneo, em meados de junho.

O ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, afirmou que o USS Gravely se aproximou - em 17 de junho passado - da fragata russa Yaroslav Mudry a uma distância "perigosa".

"Denuncio uma violação grosseira das regras internacionais", mais precisamente do acordo marítimo entre Estados Unidos e União Soviética firmado em 1972.

Segundo o ministro, o USS Gravely "se aproximou de maneira perigosa do navio de patrulha russo Iaroslav Moudryï, a uma distância de 60 a 70 metros", e depois passou a "180 metros de sua proa".

"Este incidente mostra que os marinheiros americanos se permitem esquecer das regras básicas da segurança marítima".

Já um oficial do Pentágono afirmou que o navio russo fez uma manobra perigosa e "pouco profissional" para se aproximar do barco americano.

De acordo com o oficial, os navios se cruzaram a uma distância em torno de "290 metros".

O navio russo "exibiu deliberadamente um falso sinal internacional", acrescentou outro oficial americano.

Estas ações podem provocar uma "escalada desnecessária nas tensões", afirmou o oficial americano.

A Rússia insistiu em que sua fragata se encontrava em águas internacionais e não realizou "manobras perigosas".

A tensão entre Moscou e Washington atingiu seu nível mais alto desde a Guerra Fria em razão da crise na Ucrânia e da anexação da Crimeia por parte da Rússia, em março de 2014.

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