NBA rejeita versão corrigida de lei antitransgênero da Carolina do Norte

Miami, 1 Jul 2016 (AFP) - A NBA e os Charlotte Hornets julgaram insuficiente, nesta quinta-feira, a emenda à lei da Carolina do Norte que consideram discriminatória em relação a pessoas transgênero.

A pressão que a NBA exerce sobre este estado do sudeste dos Estados Unidos para que elimine a polêmica lei HB2 tem um peso específico: a cidade de Charlotte será sede do Jogo das Estrelas, em fevereiro de 2017.

Promulgada em março passado pelo governador republicano, Pat McCrory, a lei exige, entre outros pontos, que as pessoas usem os banheiros públicos de acordo com seu sexo de nascimento, e não por sua identidade de gênero

Acusada de discriminatória, a lei deflagrou um grande debate nacional e provocou um boicote a esse estado do sudeste dos Estados Unidos por parte de celebridades, organizações esportivas e empresas.

Cedendo às pressões, um grupo de legisladores do Estado emendou o texto, que deverá ser analisado pelo Congresso local, mas os críticos consideraram insuficientes as alterações e exigem a revogação total da HB2.

"Não apoiamos a versão do projeto de lei que está atualmente no Congresso. Seguimos comprometidos com nossos princípios de inclusão, respeito mútuo e proteção equitativa para todos", declararam NBA e a equipe do Charlotte Hornets em um comunicado conjunto.

O rascunho da nova versão, cujo texto foi obtido pelo canal local WBTV, reconhece o novo gênero de uma pessoa através de um documento que funciona como o equivalente a uma certidão de nascimento, mas não faz menção sobre o uso de banheiros públicos.

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