Bangladesh: tropas de elite entraram em restaurante para libertar reféns

Dacca, 2 Jul 2016 (AFP) - Forças de elite de Bangladesh, incluindo comandos da Marinha, assaltaram na madrugada deste sábado o restaurante do bairro diplomático de Daca onde um grupo de homens armados mantinha dezenas de reféns.

"A operação começou. Os comandos estão tomando de assalto o restaurante", disse um oficial.

Um fotógrafo da AFP confirmou que ocorre um violento tiroteio no local.

O ataque ao restaurante foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que informou "mais de 20 mortos, de diferentes nacionalidades", na ação, segundo um comunicado da agência de notícias Amaq, ligada à organização.

Segundo um oficial da polícia, aos gritos de "Allahu Akbar" ("Alá é grande"), cerca de dez homens invadiram o restaurante, às 21h20 locais (12h20, horário de Brasília), abrindo fogo e usando explosivos.

Após mais de dez horas de impasse, as forças especiais lançaram o assalto para libertar os reféns.

O restaurante é frequentado por diplomatas e empresários estrangeiros que vivem em Bangladesh.

O embaixador italiano, Mario Palma, declarou mais cedo que os sequestradores "não têm desejo de negociar e estão em missão suicida".

De acordo com a rede de televisão Ekattur, 40 pessoas foram tomadas como reféns, a metade estrangeiros.

Já Sumon Reza, um dos gerentes do estabelecimento que conseguiu escapar pelo telhado para uma loja vizinha, relatou que os invasores fizeram cerca de 20 reféns.

No ataque, dois policiais foram mortos, ao que parece atingidos por balas ou estilhaços de granadas" segundo o comissário de polícia Sheik Nazmul Alam.

Diego Rossini, um chef argentino que trabalha no restaurante, contou que os atacantes "entraram carregando explosivos e granadas". "Foi um massacre, chegaram atirando".

Rossini disse que escapou pelo terraço do restaurante, com um grupo de pessoas, após um agressor atirar contra ele "e não acertar".

Bangladesh vem sofrendo uma onda de assassinatos dos defensores da laicidade, de intelectuais e de membros das minorias religiosas. Esses ataques têm sido atribuídos a grupos extremistas. Foram mais de 50 mortes em três anos.

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