Biden reitera a Santos apoio dos EUA em implementação do acordo de paz

Washington, 1 Jul 2016 (AFP) - O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou por telefone nesta sexta-feira com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reiterando o apoio de seu país na implementação do acordo de paz com a guerrilha Farc, informou a Casa Branca.

Biden parabenizou Santos pelo cessar-fogo alcançado por seu governo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no dia 23 de junho, em Havana, um passo histórico que antecipa um acordo final de paz com essas guerrilhas guevaristas.

Joe Biden, designado pelo presidente Barack Obama para apoiar as relações com a América Latina, falou novamente com o mandatário colombiano de seu compromisso pessoal e dos Estados Unidos na "bem sucedida implementação" do acordo de paz, destacando a importância de o Congresso seguir apoiando essas negociações.

Durante 15 anos os Estados Unidos enviaram 10 bilhões de dólares em fundos para equipamento militar e treinamento para combater a guerrilha e o narcotráfico na Colômbia.

Durante uma visita de Santos a Washington em fevereiro, Obama anunciou um novo plano - "Paz Colômbia" - de 450 milhões de dólares para o pós-conflito, que deverá ser aprovado pelo Congresso americano.

Ao telefone, Biden e Santos "discutiram os principais elementos do acordo de paz, incluindo a justiça transicional, a desmobilização, desarme e reintegração dos combatentes", segundo a nota da presidência americana.

Ambos os dirigentes estiveram de acordo na agenda necessária para conquistar uma paz duradoura: justiça para as vítimas, ampliação do governo e braço da lei, educação e emprego. Dessa forma, conseguirão uma Colômbia "próspera e segura".

Ainda que a Colômbia esteja muito próxima da paz com as Farc, uma negociação com o ELN, segundo grupo rebelde, até agora é distante.

O vice-presidente também expressou seu apoio à cúpula da Aliança do Pacífico, um grupo liberal que é composto pela Colômbia, Peru, Chile e México.

Os presidentes dos quatro países se reuniam nesta sexta-feira em Puerto Varas, Chile, com o objetivo de intensificar a forte integração comercial desse bloco, aplaudido por Washington.

O conflito colombiano, que começou como uma sublevação camponesa na década de 1960, tem enfrentado durante mais de 50 anos guerrilhas de esquerda, paramilitares de direita e forças públicas, deixando 260.000 mortos, 6,6 milhões de deslocados e 45.000 desaparecidos.

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