Enterrado militar que tentou resgatar filho extremista e morreu no ataque em Istambul

Ksour Essef, Tunisie, 1 Jul 2016 (AFP) - A Tunísia enterrou nesta sexta-feira um médico militar que morreu no atentado do aeroporto de Istambul, para onde viajou para tentar resgatar o filho que militava nas fileiras do grupo Estado Islâmico, possível autor do atentado.

Uma multidão emocionada se concentrou diante da residência do coronel Fathi Bayudh, chefe do serviço de pediatria do hospital militar de Túnis, para prestar sua última homenagem.

O falecido viajou várias vezes à Turquia para tentar fazer com que seu filho, Anuar, de 26 anos, voltasse para casa.

O rapaz foi para o Iraque para se unir a EI, mas depois voltou atrás e pediu ajuda do pai, segundo a mãe Saida contou à AFP.

Ele abandonou o grupo, mas acabou preso pelas autoridades turcas.

Um dia antes do atentado, o médico militar soube que seu filho estava em território turco e voltou para tentar resgatá-lo.

Enquanto aguardava a chegada de sua esposa no aeroporto de Istambul, os três militantes iniciaram o ataque que matou 44 pessoas.

Segundo a família, Anuar só soube da morte do pai nesta sexta-feira.

A Tunísia anunciou que a Turquia deu luz verde para a repatriação do rapaz.

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