Governo uruguaio rebate críticas feitas por família síria refugiada

Montevidéu, 2 Jul 2016 (AFP) - O Ministério de Direitos Humanos, sob a presidência uruguaia, respondeu as críticas feitas por uma das cinco famílias de refugiados sírios que chegou em outubro de 2014 ao país sul-americano.

Em declarações ao jornal local El País, a família do sírio Merhi Alshebli se queixou de que o governo uruguaio não cumpriu com o que havia prometido.

"Mostraram maravilhas do Uruguai e nos disseram que meus irmãos mais velhos iriam conseguir um trabalho logo. Como queríamos melhorar, nossos pais aceitaram a oferta, mas estamos muito pior do que antes. Nunca nos disseram que viver aqui era tão caro", disse ao jornal um dos filhos de Alshebli.

Em um relatório emitido na sexta-feira, o Ministério de Direitos Humanos do Uruguai assinalou que "vem cumprindo com o programa previsto de apoio econômico" para cada uma das cinco famílias que chegaram ao país fugidos da guerra.

A família Alshebli está instalada em um campo na área de Salto, cedida pelo governo, a 480 km ao norte de Montevidéu, segundo acrescenta o relatório publicado na página oficial da presidência.

O governo também afirmou que realizou o necessário para que os nove filhos da família concorram a centros educativos e para que todos eles possam contar com uma cobertura gratuita de saúde.

Em novembro passado a família Alshebli foi sancionada com a retirada de uma parte da ajuda econômica que recebiam, pois o pai agrediu a equipe encarregada do Programa de Reassentamento de Famílias Sírias.

Também no ano passado, em setembro, Alshebli protestou junto com outras quatro famílias durante vários dias em frente a sede do governo uruguaio solicitando sair do país.

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