Atentado suicida perto do consulado americano em Jedá

Riade, 4 Jul 2016 (AFP) - Um homem-bomba executou um ataque nesta segunda-feira diante do consulado americano na cidade saudita de Jidá, às margens do Mar Vermelho, anunciou o ministério do Interior.

De acordo com um comunicado oficial do ministério saudita do Interior, dois seguranças suspeitaram de um indivíduo que estava em um carro no estacionamento do hospital Suleiman Faqeeh, que fica de frente para o consulado dos Estados Unidos, país que comemora nesta segunda-feira o aniversário de sua independência.

Quando os oficiais se aproximaram para investigar, "o homem detonou o cinturão de explosivos dentro do estacionamento", afirma a nota oficial. Os dois agentes de segurança ficaram levemente feridos no ataque, executado às 02h15 locais (20h15 de domingo no horário de Brasília).

Nenhum transeunte ficou ferido na ação, mas alguns veículos estacionados no mesmo local foram danificados.

O site do jornal Sabq publicou uma fotografia que mostra parte do corpo do homem-bomba no chão do estacionamento.

O ministério do Interior informou que os investigadores trabalham para determinar a identidade do homem-bomba.

A televisão estatal saudita Al-Ekhbariya declarou, por sua vez, que a explosão teria acontecido perto de uma mesquita.

Os policiais "conseguiram explodir em segurança seis outras bombas" no local, acrescentou a televisão, sem outros detalhes.

A explosão no estacionamento ocorreu pouco antes do início das orações do amanhecer, após as quais os muçulmanos começam o jejum do mês sagrado do Ramadã.

Em Washington, um porta-voz do Departamento de Estado declarou: "Estamos a para da informação sobre uma explosão em Jedá e trabalhamos com as autoridades sauditas para obter mais informações".

Este porta-voz informou que todos os funcionários da missão diplomática americana foram identificados, uma informação confirmada pela embaixada americana em Riad.

"A embaixada e o consulado americanos estão em contato com as autoridades sauditas que conduzem a investigação", escreveu a embaixada em seu site, lembrando os americanos a "tomar medidas de precaução ao se locomoverem" pelo reino.

Até o momento o ataque não foi reivindicado e não existem indícios sobre a identidade do autor ou autores da ação.

Desde o fim de 2014, as forças de segurança sauditas e a minoria xiita da Arábia Saudita são alvos de atentados reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Em março de 2015, a embaixada dos Estados Unidos permaneceu fechada por vários dias, assim como os consulados americanos de Jedá e Dhahran, leste da Arábia Saudita, por motivos de segurança que não foram divulgados.

Em maio passado, o ministério saudita do Interior anunciou a morte de quatro supostos jihadistas - dois deles detonando cinturões de explosivos - em uma operação da polícia na zona leste de Jedá.

Um dos suspeitos era procurado por um atentado suicida cometido em agosto de 2015 contra uma mesquita que ficava dentro do complexo das forças especais da cidade de Abha, sudoeste do país. O ataque matou 15 pessoas.

Além disso, sauditas estiveram envolvidos diretamente em um atentado cometido no Koweit em junho de 2015, que custou a vida de 26 fiéis em uma mesquita xiita.

A explosão em Jedá coincide com o anúncio nesta segunda pelas autoridades do Koweit do desmantelamento de três células do Estado Islâmico que planejavam novos ataques no país.

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