Polônia promete lutar contra antissemitismo em aniversário do pogrom de Kielce

Varsóvia, 4 Jul 2016 (AFP) - O presidente polonês Andrzej Duda prometeu nesta segunda-feira combater qualquer ato racista e antissemita nas comemorações do pogrom de Kielce, um massacre em que 40 judeus foram mortos em 1946, mais de um ano após o fim do nazismo.

"Não há justificativa para crimes antissemitas", declarou o chefe do Estado polonês em um discurso transmitido ao vivo na televisão durante a cerimônia oficial do 70º aniversário do pogrom de Kielce, e prometeu combater "todo ato racista, antissemita e xenófobo".

"Foram o exército e a milícia (polícia) que atiraram primeiro" contra os habitantes judeus de Kielce, disse Duda, que chamou de "bestial" o comportamento das forças de segurança do regime comunista que Moscou instalou à força na Polônia.

Ao contrário do historiador judeu americano Jan Tomasz Gross, uma parte dos historiadores poloneses favorece a tese de uma provocação pelos serviços secretos comunistas em Kielce.

"Em vez de ajudar e proteger os cidadãos poloneses, eles (a polícia e o exército comunista) não só não garantia sua proteção, como os atacaram", acusou Duda.

Antes do discurso, o presidente Duda, acompanhado pelo grande rabino da Polônia, Michael Schudrich, depositou flores nas sepulturas das vítimas no cemitério judeu de Kielce.

Em 4 de julho de 1946, cerca de 40 judeus foram mortos depois de um boato infundado de que cidadãos judeus haviam matado uma criança.

A maioria das vítimas tinha acabado de voltar da União Soviética. Quatro deles eram sobreviventes do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau.

Os habitantes de Kielce participaram no domingo de uma marcha em memória.

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