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Internacional

Comissão Parlamentar pede reforma de serviços de inteligência na França

05/07/2016 08h47

Paris, 5 Jul 2016 (AFP) - A França deve fazer uma reforma em seus serviços de inteligência, que fracassaram em prevenir os atentados de novembro passado, em Paris, segundo relatório de uma comissão parlamentar sobre os ataques extremistas ocorridos nos últimos meses.

"Nosso país não estava preparado, agora é preciso que se prepare", declarou à AFP o deputado de oposição conservadora, Georges Fenech, que presidiu a comissão dos atentados.

"Os dois grandes chefes da inteligência (interna e externa) admitiram durante as audiência que os atentados de 2015 implicam um 'fracasso global da inteligência'", revelou, por sua parte, o deputado socialista Sébastien Pietrasanta.

O estado de emergência decretado após os atentados de 13 de novembro em Paris, assim como a mobilização de militares, teve um "efeito limitado para a segurança nacional", destacou a comissão.

O estado de emergência permanece em vigor, oito meses após os atentados de novembro.

A comissão questiona ainda "o verdadeiro valor agregado" para a segurança do território nacional da chamada Operação Sentinela, que incluiu a mobilização de milhares de soldados para proteger colégios, sinagogas, áreas comerciais e outros locais considerados sensíveis.

Os deputados defendem assim a criação de uma agência nacional de de inteligência, diretamente subordinada à autoridade do primeiro-ministro, seguindo o modelo americano do Centro Nacional Antiterrorista (NTC) criado após o 11 de setembro de 2001.

Atualmente, os serviços de informação e inteligência franceses estão espalhados por seis entidades, sob a autoridade do ministério do Interior, da Defensa e da Economia, e com a participação de policiais especializados, militares e agentes alfandegários.

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