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Cerca de 30.000 terroristas estrangeiros atuam no Iraque e Síria, diz ONU

Ataque terrorista com caminhão-bomba deixa dezenas de mortos em Hilla, nos arredores de Bagdá, no Iraque, em março deste ano - Alaa Al-Marjani/Reuters
Ataque terrorista com caminhão-bomba deixa dezenas de mortos em Hilla, nos arredores de Bagdá, no Iraque, em março deste ano Imagem: Alaa Al-Marjani/Reuters

Em Genebra

05/07/2016 10h45

Quase 30.000 "combatentes terroristas estrangeiros" atuam no Iraque e na Síria, afirmou nesta terça-feira (5) o diretor do Comitê da ONU contra o Terrorismo, Jean-Paul Laborde, que adverte contra o risco de "atentados cada vez mais graves" em seus países de origem.

"Os combatentes terroristas estrangeiros são muito numerosos no Iraque e na Síria, quase 30.000, e agora que o espaço vital do Estado Islâmico diminui no Iraque, estamos vendo seu retorno, não apenas para a Europa, mas também para seus países de origem como Tunísia e Marrocos", afirmou Laborde em Genebra.

"Os ataques terroristas nos países de origem podem ser cada vez mais graves, para equilibrar a pressão que sofrem", completou.

Laborde, que foi juiz na França, disse que a comunidade internacional dispõe de ferramentas jurídicas para combater o terrorismo. O problema é que "a capacidade de adaptação e a flexibilidade das organizações terroristas são muito maiores que as nossas".

Para atenuar a desvantagem, a comunidade internacional deve trabalhar mais com as empresas de tecnologia como Google, Twitter e Microsoft, com o objetivo de vigiar os terroristas na internet, mas "sem violar a liberdade de expressão".

Também estimulou os Estados a compartilhar mais informações e de maneira mais rápida, já que, em caso contrário, "continuará aumentando o número de atos terroristas".

O Comitê contra o Terrorismo, no qual estão representados os países membros do Conselho de Segurança da ONU, foi criado em Nova York pouco depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

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