Soldado do caso WikiLeaks teria tentado suicídio e é hospitalizada

Washington, 6 Jul 2016 (AFP) - A soldado transgênero Chelsea Manning esteve brevemente hospitalizada esta semana, anunciou o Exército americano nesta quarta-feira, em meio a relatos da imprensa de que a responsável pelo vazamento de documentos para o site WikiLeaks teria tentado suicídio.

A equipe de advogados de Manning, entretanto, não conseguiu contatar sua cliente para averiguar as circunstâncias que levaram à sua hospitalização.

O porta-voz do Exército americano, coronel Patrick Seiber, disse à AFP que Manning foi ao hospital local no Kansas, na região de Fort Leavenworth, na manhã de terça-feira.

"Ela retornou para o quartel na manhã de ontem", disse Seiber, sem dar informação alguma sobre o estado de Manning.

O site de notícias de celebridades, TMZ.com, citou uma fonte anônima que afirmou que Manning teria tentado se enforcar e estaria sendo monitorada.

A CNN, citando um oficial que também pediu para ter sua identidade preservada, informou que Manning estava hospitalizada após uma aparente tentativa de suicídio.

A advogada da soldado Manning, Nancy Hollander, reagiu furiosa à aparente revelação de informações médicas a meios de comunicação, afirmando que ela não tinha recebido uma palavra sobre o estado de saúde de sua cliente.

"Nós estamos chocados e ultrajados de que um oficial de Leavenworth tenha contatado a imprensa com informações médicas confidenciais e privadas sobre Chelsea Manning, ainda que ninguém do Exército tenha dado uma informação à sua equipe jurídica", disse Hollander em um comunicado.

A advogada disse ter telefonado para Manning na terça-feira apenas para ouvir dos oficiais do Exército que a ligação "não poderia ser repassada".

"O Exército disse aos advogados (de Manning) que logo irão fornecer um contato entre os advogados e Chelsea na sexta-feira pela manhã", afirmou Hollander.

"Os advogados e amigos que realmente se importam com o bem-estar dela estão profundamente estressados com essa completa falta de comunicação oficial sobre a atual situação de Chelsea", acrescentou.

Oficiais do Exército não comentaram imediatamente o pedido de resposta nos comentários feitos por Hollander.

Originalmente chamada de Bradley, Manning foi acusada em agosto de 2013 por espionagem e outros crimes depois de admitir ter fornecido documentos sigilosos ao site WikiLeaks.

Após a sentença, Manning anunciou que se identificava com o gênero feminino e obteve uma autorização legal para mudar de nome e receber à base de hormônios.

Ela continua, entretanto, em uma prisão militar no Kansas, onde está apelando de uma sentença de 35 anos.

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