Franco-atiradores matam quatro policiais durante protesto em Dallas

Washington, 8 Jul 2016 (AFP) - Quatro policiais foram mortos por franco-atiradores na noite desta quinta-feira durante um protesto em Dallas contra excessos das forças da ordem envolvendo cidadãos afro-americanos, informou o chefe de polícia da cidade.

"Esta noite, ao que parece dois franco-atiradores dispararam contra 10 policiais de posições elevadas durante um protesto. Três agentes morreram, dois passam por cirurgia e três estão em estado crítico", informou em um primeiro momento o chefe David Brown.

Posteriormente, a polícia comunicou a morte de um quarto agente.

Em informação no Twitter, a polícia de Dallas revelou que dois suspeitos estão detidos, e exibiu uma foto de um homem com uma camisa camuflada carregando um fuzil de assalto.

Um dos suspeitos se entregou e o outro foi preso após uma troca de tiros com a equipe da SWAT, precisou a polícia.

Os suspeitos "ameaçaram colocar uma bomba no centro" de Dallas, disse Brown à imprensa.

Testemunhas informaram que ocorreram dezenas de disparos com fuzis semiautomáticos. "Os tiros vieram do teto".

Vídeos na Internet mostram quando os tiros começaram, provocando pânico entre os manifestantes.

Centenas de pessoas participaram da manifestação em Dallas, que terminou momentos antes do início do tiroteio, às 21H00 local (23H00 Brasília), segundo a imprensa da cidade.

O protesto em Dallas foi uma das muitas manifestações nos Estados Unidos após a morte de dois afro-americanos em operações policiais, na Louisiana e em Minnesota esta semana.

Philando Castile, de 32, funcionário de um refeitório escolar, morreu na noite de quarta-feira (6), após uma blitz na cidade de Falcon Heights, no estado de Minnesota. Já Sterling foi baleado à queima-roupa por policiais que o dominaram no chão em Baton Rouge, Louisiana.

Os últimos momentos de vida de Philando Castile até ser morto pela Polícia foram gravados em um vídeo visto por dois milhões de pessoas nesta quinta-feira.

O presidente Barack Obama defendeu a reforma da Polícia americana e reabriu o debate sobre o abuso da força policial nos Estados Unidos.

"Essa não é apenas uma questão negra. Não é apenas uma questão hispânica. É questão americana, com a qual todos nós deveríamos nos importar".

"Cabe a todos nós dizer que podemos fazer melhor do que isso. Somos melhores do que isso", acrescentou o presidente.

Estas mortes são sintomas "dos desafios em nosso sistema de Justiça criminal, da disparidade racial que se apresenta em nosso sistema ano após ano".

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