Partido Socialista anuncia que não apoiará Rajoy para formar governo na Espanha

Madri, 9 Jul 2016 (AFP) - O Partido Socialista (PSOE), a segunda maior força eleitoral na Espanha, anunciou neste sábado que não apoiará o atual presidente de governo, o conservador Mariano Rajoy, que depois das eleições está em busca de sócios para conseguir tomar posse.

"Não poderá contar com nossos votos para ser investido presidente. Não à grande coalizão, não a apoiar um governo do PP a partir de fora e não à posse de Mariano Rajoy", declarou o líder dos socialistas, Pedro Sánchez, em uma reunião do comitê federal de seu partido.

Desde as legislativas de 20 de dezembro, que resultaram em um Parlamento fragmentado em quatro forças políticas majoritárias, os partidos espanhóis não conseguem alcançar um pacto para a formação de um governo.

Rajoy permanece à frente de um governo sem poderes efetivos, reduzido a administrar apenas o dia a dia do país, mas incapacitado de realizar qualquer reforma.

Após a convocação de novas eleições em 26 de junho, o Partido Popular de Rajoy saiu reforçado, com 14 cadeiras adicionais no Parlamento e o total de 137 deputados, mas ainda longe da maioria absoluta para poder governar sozinho.

O PSOE ficou em segundo lugar com 85 deputados e a coalizão de esquerda Unidos Podemos obteve 71 cadeiras.

No Parlamento espanhol, que tem 350 deputados, a maioria absoluta é conquistada com 176 cadeiras.

No cenário atual, os possíveis aliados do PP são o partido Ciudadanos (32 cadeiras), o Partido Nacionalista Basco (5) e a Coalizão Canária (1).

Se o PP conseguir reunir todos estes apoios ficaria a uma cadeira da maioria absoluta e precisaria apenas de uma abstenção para garantir a posse.

De acordo com a imprensa, um deputado do partido Nova Canárias, eleito em uma lista socialista, poderia optar pela abstenção.

O ex-primeiro-ministro socialista Felipe González pediu ao PSOE que negocie com Rajoy, mas esta opção parece dividir os socialistas.

O jornal El País informou, com base em fontes governamentais, que Rajoy estava tentando uma posse rápida.

A sessão seria convocada para o fim de julho, enquanto corre o prazo de dois meses para alcançar um acordo. Após o prazo, novas eleições seriam convocadas, as terceiras em menos de um ano.

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