Republicanos incluem muro com México em programa que orientará Trump

Washington, 13 Jul 2016 (AFP) - Os republicanos giraram profundamente à direita em questões como mudança climática e imigração, incluindo a ideia de levantar um muro na fronteira com o México, no programa do partido que será ratificado na próxima semana, durante a convenção que designará Donald Trump como seu candidato à Casa Branca.

Uma comissão se reuniu no início desta semana, em Cleveland, sede da convenção, para atualizar as posições oficiais do Partido Republicano, em um documento que teoricamente deverá servir de guia para os próximos quatro anos.

O documento, que declara a pornografia como "uma crise de saúde pública", busca refletir um padrão da ideologia republicana.

O texto, que será divulgado apenas na próxima segunda-feira, inclui a proposta de Trump para a construção de um muro na fronteira com o México visando deter a imigração ilegal, segundo o jornal Washington Post.

O documento também defende a realização de um "exame especial" para os visitantes estrangeiros procedentes de "países patrocinadores do terrorismo", um eco do desejo de Trump de proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

Em outros pontos, incluindo a oposição ao aborto, o partido se situa ainda mais a direita de Trump, que tem filhos de três esposas e não é considerado um conservador ortodoxo nesta área.

A comissão também rejeitou um texto que deixava explícito - após o massacre em uma boate gay de Orlando praticado por um simpatizante jihadista - que os homossexuais são vítimas do grupo Estado Islâmico.

Após o ataque, Trump se posicionou como um defensor da comunidade gay, mas o Partido Republicano se mantém distante em relação aos direitos do grupo LGBTI e rejeita o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O carvão é considerado "energia limpa", assinala o New York Times, quando em 2012 era visto como um recurso "de baixo custo e abundante". Muitos republicanos rejeitam a ideia da mudança climática e as políticas ambientais do presidente Barack Obama, que endurecem as normas sobre emissões.

O documento traz ainda um capítulo sobre a pornografia, que é qualificada de "ameaça pública", especialmente em relação às crianças, e como uma "crise de saúde pública que destrói as vidas de milhões de pessoas".

Em 2012, o documento republicano denunciava apenas a pornografia ligada à pedofilia.

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