Morre em São Paulo o cineasta argentino Héctor Babenco

São Paulo, 14 Jul 2016 (AFP) - O diretor de cinema argentino Héctor Babenco, naturalizado brasileiro, morreu na quarta-feira à noite, vítima de um ataque cardíaco, em um hospital de São Paulo aos 70 anos, informaram o centro médico e parentes.

"Confirmamos que faleceu", assinalou à AFP uma responsável de imprensa do hospital Sírio Libanês, sem dar mais detalhes.

De acordo com a imprensa, que cita fontes ligadas à produtora do cineasta, o diretor de "O Beijo da Mulher Aranha" (1985), "Ironweed" (1987) e "Carandiru" (2003) havia sido internado na terça-feira para um procedimento cirúrgico e parecia estar bem, mas no dia seguinte não resistiu a uma parada cardíaca.

Ele morreu às 22H50 de quarta-feira, disse Denise Winther, produtora da empresa HB Filmes de Babenco, reportou o site G1 da Globo.

Nascido em Mar del Plata em 1946, Babenco foi indicado ao Oscar de melhor diretor por "O Beijo da Mulher Aranha", baseado no livro de mesmo nome do argentino Manuel Puig. O longa-metragem também foi indicado para as categorias de melhor filme, roteiro adaptado e ator, o que rendeu a estatueta ao americano William Hurt.

"Ironweed" teve duas nomeações ao Oscar, nas categorias de Melhor ator (Jack Nicholson) e Melhor atriz (Meryl Streep).

Babenco morava no Brasil desde meados dos anos 1960. Se naturalizou em 1977.

Entre seus filmes mais conhecidos estão "O passageiro da agonia" (1977), "Pixote: A Lei do Mais Fraco" (1981) e "Carandiru" (2003)sobre a rebelião e matança de 111 presidiários nessa prisão paulista, em 1992.

"Lamento profundamente a perda de Héctor Babenco, meu amigo pessoal e querido, grande cineasta brasileiro", disse José Serra, ministro de Relações Exteriores do governo interino brasileiro, em um comunicado.

"Vale a pena que todos revejam e apreciem a obra de Babenco. Essa é a melhor homenagem que podem fazer a um artista de seu talento e sensibilidade", acrescentou.

Seu último filme, lançado no início de 2016, foi "Meu Amigo Hindu", com William Dafoe como protagonista. Com elementos autobiográficos, o longa-metragem foi inspirado na experiência do diretor quando foi diagnosticado com um câncer linfático e teve que passar por um transplante de medula óssea.

"Não é uma biografia. Não se pode ser objeto inspirador da própria obra. Há elementos no personagem de William Dafoe que se parecem com o que passei, mas é uma história de ficção", disse, ao apresentar o filme no Rio de Janeiro no início do ano.

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