Hollande reconhece ação terrorista em Nice e promete retaliar

Paris, 15 Jul 2016 (AFP) - O presidente francês, François Hollande, disse na madrugada desta sexta-feira, em rede nacional de TV a partir do Palácio do Eliseu, que o "caráter terrorista" do ataque cometido em Nice "não pode ser negado", e expôs o desejo da França de reforçar sua ação no Iraque e na Síria.

"Nada nos fará ceder em nossa vontade de lutar contra o terrorismo e vamos reforçar ainda mais nossa ação no Iraque e na Síria", onde a França luta contra os extremistas do EI, garantiu Hollande, confirmando a presença de "várias crianças" entre as 80 vítimas fatais do atentado.

"Nós continuaremos a atingir aqueles que justamente nos atacam em nosso próprio território", acrescentou o chefe de Estado.

No discurso, Hollande anunciou o prolongamento, por três meses, do estado de urgência na França, que deveria inicialmente ser suspenso no final de julho.

"Eu decidi que o estado de urgência, que deveria ser suspenso em 26 de julho, será prolongado em três meses", acrescentou, durante seu discurso.

"Um projeto de lei será submetido ao Parlamento até a semana que vem", acrescentou o presidente francês, que fez um apelo aos reservistas para defender o território nacional.

"Decidi fazer um apelo à reserva operacional, ou seja, a todos que em algum momento estiveram sob as bandeiras ou nos efetivos da gendarmeria, para auxiliar os policiais e gendarmes", declarou Hollande, evocando a possibilidade de utilizar este pessoal no "controle das fronteiras".

O estado de urgência suspende parcialmente algumas garantias e foi criado em 1955, durante a guerra da Argélia, que lutava por sua independência.

A legislação permite realizar batidas sem mandado judicial e obrigar pessoas consideradas "perigosas para a ordem pública" fixar residência em local determinado pelas autoridades, com limitação de movimentos.

As autoridades também podem cancelar espetáculos e concentrações de pessoas, além de limitar a circulação de veículos em determinados horários e áreas.

O atual estado de urgência, decretado após os atentados de 13 de novembro, em Paris, que deixaram 130 mortos, foi prorrogado em fevereiro e maio, e deveria expirar no final de julho, após o Tour de France de ciclismo.

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