Coreia do Norte simula ataque nuclear contra Coreia do Sul

Seul, 20 Jul 2016 (AFP) - A Coreia do Norte informou nesta quarta-feira que os recentes testes de mísseis foram uma simulação de ataques nucleares contra alvos americanos na Coreia do Sul.

Os tiros de três mísseis balísticos realizados na véspera, ordenados e supervisionados pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, simularam ataques nucleares preventivos contra portos e aeroportos sul-coreanos onde há material militar americano, declarou a agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.

Os disparos foram destinados a examinar "as características operacionais dos sistemas de detonação de ogivas nucleares dos mísseis balísticos a uma certa altitude sobre uma zona determinada", destacou a KCNA.

Na terça-feira, a Coreia do Norte lançou três mísseis balísticos sobre o Mar do Japão, dias após Pyongyang ameaçar com uma "ação física" contra o sistema antimísseis americano instalado na Coreia do Sul.

Dois mísseis Scud, lançados da cidade de Hwangju, percorreram uma distância de entre 500 e 600 km sobre o Mar do Japão, segundo o Estado-Maior da Coreia do Sul.

O terceiro míssil seria um Rodong, de médio alcance, lançado após os Scud.

Os Scud têm alcance para atingir a totalidade do território sul-coreano.

No dia 11 de julho passado, Pyongyang ameaçou com uma "ação física" contra o escudo antimísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defence) americano que será instalado na Coreia do Sul, considerado vital para a segurança dos sul-coreanos.

Os Estados Unidos reagiram aos disparos desta terça-feira afirmando que denunciarão na ONU o teste, que viola as resoluções do Conselho de Segurança envolvendo a Coreia do Norte.

"Condenamos energicamente este e outros testes recentes de mísseis realizados pela Coreia do Norte, que violam as resoluções do Conselho de Segurança que, explicitamente, proíbem os norte-coreanos de realizar provas com tecnologia de mísseis balísticos", declarou o porta-voz do Pentágono, comandante Gary Ross.

"Vamos expressar nossas preocupações na ONU para reforçar a determinação internacional de responsabilizar a RPDC (República Popular Democrática da Coreia) por estas ações provocativas".

O Conselho de Segurança já emitiu uma série de sanções contra Pyongyang, incluindo a proibição da realização de testes de mísseis balísticos.

Desde o quarto teste nuclear norte-coreano, no dia 6 de janeiro, seguido em 7 de fevereiro pelo lançamento de um foguete considerado um míssil balístico, a tensão não para de aumentar na península coreana.

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