Agora candidato oficial, Donald Trump espera unir o Partido Republicano

Cleveland, Estados Unidos, 20 Jul 2016 (AFP) - Com sua nomeação pelo Partido Republicano em uma noite que transcorreu sem problemas depois de um início de convenção caótico, o magnata Donald Trump espera unir os republicanos antes de enfrentar Hillary Clinton nas presidenciais de novembro.

Antes do grande show final nesta quinta-feira - discurso em horário nobre, a liberação de 125.000 balões em Cleveland, onde estão reunidos cerca de 2.500 delegados -, o empresário de Nova York quer consolidar seu poder sobre o partido, que sua candidatura dividiu profundamente.

"Juntos, alcançamos resultados históricos, com o maior número de votos já alcançado na história do Partido Republicano", declarou na terça-feira em uma breve mensagem de vídeo. "Nós temos que ir até o fim".

Seu ex-rival Ted Cruz, o senador ultraconservador do Texas, subirá à tribuna. O discurso do campeão da direita religiosa será ouvido com atenção, para ver o quão longe está disposto a ir para ajudar o bilionário.

Ele deve, como muitos outros antes dele, usar e abusar da única verdade unificadora de um campo conservador fragmentado: a rejeição à candidata democrata Hillary Clinton.

"Vamos prendê-la!", lançaram na terça-feira os delegados superaquecidos durante um discurso cáustico de Chris Christie, governador de Nova Jersey e ex-promotor federal, sob a forma de acusação contra a ex-chefe da diplomacia de Barack Obama.

Listando as supostas falhas da diplomacia americana na Líbia, Síria, Irã, Nigéria, Rússia e China, Chris Christie questionou: "Ela é culpada ou inocente?"

- "Culpada!", respondeu a sala.

'Ele vai esmagar Hillary'Para Jeff Anderson, delegado da Califórnia, há um período delicado "porque ele venceu 16 candidatos", mas "no final todo o mundo deve se reunir em torno de Trump".

"Acredito que ele vai esmagar Hillary. A América está realmente pronta para isso", previu.

"Há uma verdadeira unidade", cravou Debbie Cook, delegado de Oklahoma.

Donald Trump recebeu a valiosa ajuda de seus filhos, especialmente seu filho Donald Jr., que fez um apelo eloquente em favor de seu pai misturando questões políticas - a imigração, educação, economia - e anedotas pessoais.

A toques sucessivos, este pai de cinco filhos, com 38 anos, esboçou um retrato de um homem atento aos outros, "que diz o que pensa, que não precisa contar com especialistas em estatísticas para formar uma opinião".

"Quando as pessoas dizem que não é possível, é a garantia de que ele vai ter sucesso", disse ele sobre a determinação obstinada de seu pai como um recurso valioso para a Casa Branca.

"Os americanos estão prontos para uma clara mudança em Washington, e a pessoa que vai trazer a mudança é Donald Trump", declarou à AFP Corey Lewandowski, o ex-diretor de campanha do bilionário.

Hillary Clinton vai tentar recuperar o controle no final da semana com o esperado anúncio de seu companheiro de chapa.

Time Kaine, ex-governador da Virgínia, é visto como favorito, mas a incerteza impera. Este político, próximo de Barack Obama, que fala espanhol fluentemente, dispõe de uma sólida experiência nas relações exteriores.

A partir de 25 de julho, a esposa de Bill Clinton atrairá todas as intenções com a convenção democrata na Filadélfia (leste).

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